24.6.13

Caiu na calçada, tem que pagar.

Do site do TJ/SP

22/06/2013 - PREFEITURA E PADARIA SÃO CONDENADAS A INDENIZAR POR QUEDA EM CALÇADA

         A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a 
municipalidade de Jacareí e uma padaria a pagar indenização de R$ 15 mil a uma mulher
 que caiu em calçada em frente ao estabelecimento comercial.
        A autora do processo afirmou que as consequências do acidente 
interromperam a normalidade de sua vida e a deixou em estado depressivo,
 pois após sofrer escoriações pelo corpo e fratura nos dois braços, passou a necessitar
 de ajuda de familiares 24 horas por dia, para fazer as refeições, trocar de roupa e 
usar o banheiro.
        O município de Jacareí afirmou que não agiu com culpa, visto que, segundo a 
legislação municipal vigente, é o proprietário do imóvel o responsável pelas condições
 do passeio público e tomou as providências que lhe competiam para sanar a 
irregularidade, notificando o proprietário a realizar o conserto da calçada.
        A padaria, por sua vez, alegou que a calçada é totalmente plana, com mais de
 2,5 metros de largura, sem grande fluxo de tráfego, faltando apenas cerca de 13
 lajotas, as quais não ultrapassam 15 centímetros quadrados cada uma. 
Alegou também que a autora poderia ter sido acometida de mal súbito 
e a inexistência de advertência, pela prefeitura, sobre a necessidade de colocação das lajotas.
        De acordo com a decisão do desembargador Fermino Magnani Filho, 
em relação à decisão em primeira instância, confirmou que “o magistrado
 reconheceu a materialidade do dano e afirmou a omissão da Municipalidade 
de Jacareí, negligente na manutenção do passeio público. Também responsabilizou
 a padaria que, segundo a legislação municipal, deveria cuidar da conservação
 da calçada correspondente à frente do respectivo estabelecimento”.
         O julgamento foi unânime e contou também com a participação dos
 desembargadores Francisco Bianco e Nogueira Diefenthaler.
         Processo: 92513796220088260000               
         Comunicação Social TJSP – HS (texto) / AC (foto ilustrativa) / DS (arte)
         imprensatj@tjsp.jus.br

23.6.13

Roberto Livianu/ Votação da PEC 37

Nas terra do pragmatismo, vale quase tudo

Do Conjur

DIREITOS HUMANOS

Superlotação faz juízes dos EUA soltarem presos

Até 31 de dezembro deste ano, 9.636 prisioneiros devem ser colocados nas ruas, na Califórnia, para reduzir a superlotação das prisões e os problemas decorrentes disso, tal como a incapacidade do sistema de garantir tratamento de saúde para todos, conforme publicaram nesta sexta-feira (21/6) os jornais San Francisco Chronicle e San Jose Mercury.
A ordem judicial foi dada por um painel de três juízes federais ao governador do estado Jerry Brown e ao secretário do Departamento de Correções Jeffrey Beard. Os juízes Thelton Henderson, Lawrence Karlton e Stephen Reinhardt ordenaram às autoridades que apresentem relatórios mensais sobre o cumprimento da ordem judicial, sob pena de serem acusados de desacato ao tribunal.
O endurecimento dos juízes se deve ao fato de que o governador e autoridades do sistema de segurança da Califórnia vêm se recusando a cumprir uma ordem anterior da Justiça, com receio de que a medida venha a aumentar substancialmente a taxa criminalidade no estado, que já é alta. Mas, para os juízes, "as autoridades estaduais não têm desculpas para não cumprir a ordem".
Atualmente, as 33 prisões do estado têm de 132.888 prisioneiros — fora os detidos nas cadeias públicas. Os juízes esperam que, com essa medida, a população carcerária se estabeleça em 137,5% da capacidade normal das prisões. "É o mínimo que se pode admitir", afirmaram.
A Justiça da Califórnia já enfrenta ações reivindicatórias de direitos civis, movidas por prisioneiros que reclamam de tratamento médico ou de saúde mental inadequado — ou inexistente — nas prisões do estado.
Os juízes ofereceram sugestões às autoridades para reduzir o número de prisioneiros. A primeira seria "expandir os créditos das sentenças por bom comportamento na prisão". Porém, se as autoridades não aceitarem essa sugestão, "que liberem os prisioneiros que oferecem um risco menor de reincidência".
O governador anunciou que vai recorrer à Suprema Corte dos EUA contra a ordem judicial, mais uma vez. O estado já havia protocolado na corte um recurso contra a primeira ordem, emitida em abril deste ano.
O governador alega que as condições nas prisões melhoraram nos últimos tempos e que a redução da população carcerária não é mais necessária e só traria mais perigos à segurança pública. O estado já havia reduzido a população das prisões estaduais de 162 mil para os atuais 132.888, transferindo prisioneiros de menor periculosidade para cadeias dos condados, ele diz.
Porém, os juízes adiantaram que aumentar os créditos dos presos por bom comportamento "é inteiramente consistente com a necessidade de manter segurança pública", conforme já decidido pela Suprema Corte.
Um novo plano das autoridades estaduais é transferir, "relutantemente", como diz o governador, 1,5 mil presos para unidades do corpo de bombeiros que combatem incêndios florestais. A função dos presos seria fazer serviços de manutenção, de saneamento e outros serviços gerais nessas unidades dos bombeiros.
A Associação dos Xerifes da Califórnia emitiu uma declaração qualificando a ordem judicial como "incrivelmente imprudente", afirmando que ela representa "uma tremenda ameaça à segurança pública". O presidente da associação, o xerife Greg Ahern, disse aos jornais que a liberação de prisioneiros "vai causar uma onda de criminalidade e uma quantidade de novas prisões que não podem ser absorvidas pelas cadeias dos condados".
Para a seccional da Califórnia da União Americana das Liberdades Civis (ACLU – American Civil Liberties Union), a medida judicial é um alerta para a necessidade de reformar todo o sistema de sentenças nos Estados Unidos, que prevê penas excessivamente altas, em comparação com outros países.

João Ozorio de Melo é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

22.6.13

Posse no STF

Do Estadão

Barroso toma posse no STF na 4ª

Ele vai ocupar vaga do ministro Ayres Britto, que se aposentou no ano passado; posse será às 14h30

21 de junho de 2013 | 19h 48

Ayr Aliski - Agência Estado
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a posse do ministro Luís Roberto Barroso ocorrerá na próxima quarta-feira, 26, às 14h30. Barroso assumirá vaga decorrente da aposentadoria do ministro Ayres Britto, que completou 70 anos em novembro do ano passado.
O STF ressalta que a sessão solene é protocolar e tem início com a execução do Hino Nacional, para, em seguida, o novo ministro ser conduzido ao Plenário pelo decano da Corte e o ministro mais recente no Tribunal, respectivamente os ministros Celso de Mello e Teori Zavascki. Em seguida é prestado o compromisso do novo integrante como ministro da Suprema Corte e assinado o termo e o livro de posse. Para a solenidade são convidadas autoridades dos Três Poderes da República, de entidades representativas da sociedade, além de familiares e amigos do novo ministro.
O decreto de nomeação de Barroso foi publicado no Diário Oficial da União no dia 7 de junho, assinado pela presidente da República, Dilma Rousseff, e pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Barroso teve sua indicação aprovada em 5 de junho pelo Senado, com aval de 59 senadores e rejeição de seis. O novo ministro tem 55 anos, é constitucionalista e atuou no STF como advogado em processos de temas polêmicos, como união homoafetiva, aborto de fetos anencefálicos e pesquisa com células-tronco embrionárias. Ele também defendeu o ex-ativista italiano Cesare Battisti do pedido de extradição. Natural de Vassouras (RJ), o jurista é casado e tem um casal de filhos.
Barroso será o quarto ministro nomeado para o STF na gestão Dilma Rousseff, depois dos ministros Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. De acordo com o artigo 101 da Constituição Federal, a indicação para o cargo de ministro da Suprema Corte é de livre iniciativa do presidente da República, entre cidadãos com idade mínima de 35 anos e máxima de 65 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. 

21.6.13

Do Twitter e do Facebook

Talvez frases isoladas de pessoas que acompanho no Twitter e no FAcebook traduzam melhor a perplexidade desses dias:
Começou: Já tem neguinho dizendo que os protestos são a nova Marcha da Família dom Deus, coisa da burguesia capitalista contra o povo. Haja.

olha, vi muita garota jovem pintada de verde e amarelo gritando com fúria: sem partido, aqui não vai passar, etc. Não curti

  1. - O poder das ruas foi demonstrado. Agora, é hora de refletir sobre esse poder e sobre como e para que usá-lo!
  2. - o recado está dado: O Brasil precisa rever seu sistema representativo. Agora, é hora de pensar no que queremos em seu lugar.

  1. Só não está apavorado quem ainda não se deu conta do descontrole intrínseco dessas ações:

20.6.13

Isso quebra uma tradição

Não deixa de ser bom. Do Lauro Jardim

/ Blogs e Colunistas
quinta-feira, 20 de junho de 2013
10:28 \ Judiciário

Protestos rondando o STF

Ainda na calmaria
Parte dos ministros do STF acredita que, caso os embargos infringentes sejam aceitos pela Corte e os mensaleiros consigam escapar da prisão, as manifestações que estão ocorrendo Brasil afora vão acabar indo para cima do Supremo.
Há ministro que teme até mesmo uma invasão do plenário a depender dos rumos tomados na continuidade do julgamento.
Por Lauro Jardim
8:35 \ Brasil

Risco nas prateleiras: Anvisa identifica outros 23 agrotóxicos que chegaram ao mercado sem passar por todos os processos de avaliação da agência

Sindicância concluída
A Anvisa concluiu que as irregularidades nos processos de avaliação de agrotóxicos, feitos pela própria agência, são bem maiores do que se imaginava: 29 produtos chegaram ao mercado sem passar por todas as etapas da análise regulamentar, que identificam se o composto representa risco à saúde dos consumidores.
No final do ano passado, o então gerente-geral de Toxicologia, Luiz Cláudio Meirelles, denunciou que seis agrotóxicos receberam autorização para serem comercializados mesmo sem receberem todos os pareceres exigidos pela área.
Meirelles caiu, a Anvisa abriu uma sindicância, recém-concluída, e identificou problemas semelhantes em outros 23 produtos. Desse total, em 16 casos as irregularidades resumiam-se a formalidades processuais, já corrigidas. O problema é o restante.
Outros seis agrotóxicos, que estão disponíveis no mercado, foram liberados pela Anvisa para serem usados em certas culturas irregularmente. O que isso significa: cada agrotóxico é fabricado para ser aplicado num determinado tipo de cultivo. Ou seja, o produto usado na plantação de maçã pode apresentar risco quando utilizado na de alface.
Nesses casos, a Anvisa já suspendeu a autorização para o uso nas culturas inadequadas.
Um outro produto também chegou ao mercado antes de passar por todas as etapas de análise toxicológica da agência. Este, no entanto, possui composição idêntica à de outro agrotóxico – regular – presente nas prateleiras.
Por isso, a Anvisa está finalizando a análise, antes de concluir se obriga o fabricante a varrê-lo das prateleiras. Quem o vende, porém, já foi beneficiado.
Por Lauro Jardim
7:32 \ Judiciário

Vencedora do The Voice Brasil no STF

Cantando na posse
Ellen Oléria, vencedora do The Voice Brasil, irá cantar o hino nacional na posse de Luís Roberto Barroso no STF.
Barroso ficou impressionado com Oléria quando a viu cantar o hino antes do jogo do Flamengo contra o Santos no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Depois de assistir á apresentação fez questão de convidar, pessoalmente, a cantora para sua posse.
Por Lauro Jardim
7:31 \ Judiciário

Posse de Barroso no STF: novo ministro rejeita toga oferecida por Sérgio Cabral

Festa modesta
A propósito da posse de Barroso, sua festa será bancada pela Associação dos Procuradores do Estado do Rio de Janeiro, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pela Associação dos Magistrados Brasileiros. Juntas, as três entidades levantaram 75 000 reais para o evento.
Na posse, Barroso usará uma toga fornecida pelo STF. Sérgio Cabral tentou presenteá-lo, oferecendo a confecção de uma toga, mas o presente foi rejeitado pelo novo ministro.