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10.2.14

Uma outra visão da questão de quedas em calçadas

Da coluna da Mônica Bérgamo de hoje, 10 de fevereiro

DOR DE COTOVELO
O ministro Guilherme Afif Domingos, da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, foi ressarcido pelo Golden Tulip Brasília Alvorada pela queda que esmagou seu cotovelo, em agosto, quando caminhava na pista de cooper do hotel. "Eles tinham seguro e pagaram o que não foi coberto pelo plano de saúde", confirma Afif. O ministro passou por uma cirurgia de seis horas para colocar 21 parafusos e uma placa.
DOR DE COTOVELO 2
Ele está sob orientação do mesmo cirurgião do jornalista Ricardo Kotscho, vítima de queda na esquina da rua Haddock Lobo com a Oscar Freire, em SP. "É mais garantido ser ressarcido pela iniciativa privada", brinca Afif. Kotscho devolve: "Se todo mundo que cair em buraco processar o poder público, a prefeitura quebra. Não vou fazer isso com meu amigo [Fernando] Haddad."

24.6.13

Caiu na calçada, tem que pagar.

Do site do TJ/SP

22/06/2013 - PREFEITURA E PADARIA SÃO CONDENADAS A INDENIZAR POR QUEDA EM CALÇADA

         A 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a 
municipalidade de Jacareí e uma padaria a pagar indenização de R$ 15 mil a uma mulher
 que caiu em calçada em frente ao estabelecimento comercial.
        A autora do processo afirmou que as consequências do acidente 
interromperam a normalidade de sua vida e a deixou em estado depressivo,
 pois após sofrer escoriações pelo corpo e fratura nos dois braços, passou a necessitar
 de ajuda de familiares 24 horas por dia, para fazer as refeições, trocar de roupa e 
usar o banheiro.
        O município de Jacareí afirmou que não agiu com culpa, visto que, segundo a 
legislação municipal vigente, é o proprietário do imóvel o responsável pelas condições
 do passeio público e tomou as providências que lhe competiam para sanar a 
irregularidade, notificando o proprietário a realizar o conserto da calçada.
        A padaria, por sua vez, alegou que a calçada é totalmente plana, com mais de
 2,5 metros de largura, sem grande fluxo de tráfego, faltando apenas cerca de 13
 lajotas, as quais não ultrapassam 15 centímetros quadrados cada uma. 
Alegou também que a autora poderia ter sido acometida de mal súbito 
e a inexistência de advertência, pela prefeitura, sobre a necessidade de colocação das lajotas.
        De acordo com a decisão do desembargador Fermino Magnani Filho, 
em relação à decisão em primeira instância, confirmou que “o magistrado
 reconheceu a materialidade do dano e afirmou a omissão da Municipalidade 
de Jacareí, negligente na manutenção do passeio público. Também responsabilizou
 a padaria que, segundo a legislação municipal, deveria cuidar da conservação
 da calçada correspondente à frente do respectivo estabelecimento”.
         O julgamento foi unânime e contou também com a participação dos
 desembargadores Francisco Bianco e Nogueira Diefenthaler.
         Processo: 92513796220088260000               
         Comunicação Social TJSP – HS (texto) / AC (foto ilustrativa) / DS (arte)
         imprensatj@tjsp.jus.br

5.11.12

O problema dos buracos

DA Folha de São Paulo, coluna da Mônica Bérgamo


OLHA O BURACO
Uma em cada cinco vítimas de quedas atendidas no Hospital das Clínicas, em agosto, se acidentou nas calçadas de São Paulo. De 197 pacientes que deram entrada no pronto-socorro de ortopedia, 35 relataram ter caído nas ruas. Desse total, 40% dos acidentes foram causados por buracos.
NO TÉRREO
A pesquisa do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC mostra que 77% dessas vítimas eram mulheres. Mas só 8,5% usavam salto.