29.11.13

Mensagem de mais um candidato a presidente

Vejam....

Caríssimos Magistrados.

Por que me candidatei ao honroso cargo de Presidente do Tribunal de Justiça, alguns me perguntam.

Bem. Fui funcionário do Tribunal de Justiça, de fevereiro de 1.967 a julho de 1.969. Como escriturário, trabalhei na administração, executando tarefas em procedimentos administrativos, elaborando informações, ofícios, ligados à compra de telefones, reforma de casas de Juízes do interior, e à elaboração de minutas como, por exemplo, a do primeiro contrato firmado com a Xerox internacional, que chegava ao Brasil, ocasião em que o Tribunal contratou a locação das primeiras máquinas, a título experimental!

Querendo trabalhar na área judiciária, também por concurso fui ter ao Tribunal de Alçada Civil (único até então; o 2º foi instalado em 1.972) no final de julho de 1.969. Lá, trabalhei no Cartório e em janeiro de 1.971 fui designado para servir na Assessoria Técnica da Presidência, encarregada de auxiliar o Presidente e o Vice-Presidente na área jurisdicional. Dirigi essa Assessoria (após a instalação do Segundo Alçada) e de lá ingressei na Magistratura em 1.975.

Lá se vão quase 47 anos de serviço público judiciário, dos quais trinta e oito anos de Magistratura, em que tenho sido muito feliz. Fui diretor de fóruns importantes, como os de Guarulhos e Regional de Santana, este na Capital. Do Segundo Tribunal de Alçada Civil fui Vice-Presidente (1.999-2.001) e, depois, Presidente (2.001-2.003), vindo ao Tribunal de Justiça em maio de 2.003.

De 2.005 a 2.007 fui um dos membros do Comitê de Gestão, constituído pela Presidência do Tribunal para, especialmente, reestruturar e reorganizar a Secretaria, em virtude da unificação dos Tribunais, por força da Emenda Constitucional 45 (Reforma do Judiciário), e modernizar o Tribunal.

Muitos servidores foram envolvidos nesse processo, que foi levado também ao Interior por intermédio de seminários, em diversos dos quais participei diretamente como membro daquele Comitê. Muitos (cerca de quatro mil) funcionários e Juízes participaram desses eventos.

Essas experiências somadas no curso dos anos, levaram vários colegas e amigos a encorajar-me e levar adiante a ideia de candidatar-me à Presidência. Daí me propor a servir uma vez mais.

O Tribunal de Justiça está em construção permanente. Seu gigantismo revela muitas dificuldades, mas também assegura a esperança que vem justamente de que há sempre muito o que fazer. Certo é que está em marcha para o desenvolvimento.

Para isso tem de contar com seus Desembargadores e Juízes, e com os Servidores.

A orientação que tenho seguido na carreira (os que trabalharam comigo podem atestá-lo) é de valorizar sempre e sempre os Servidores, como por certo fui valorizado no meu tempo. Os funcionários formam a base e linha de frente da administração da Justiça, seja na área administrativa (atividade de meio), seja na judiciária e jurisdicional (a atividade fim do Poder Judiciário).

Sem a participação e a colaboração dos valorosos Servidores não é possível ao Poder Judiciário prestar à sociedade os serviços a ela destinados.

Daí propor-me a valorizá-los continuamente com a melhoria das condições de trabalho, a capacitação funcional, o pagamento das verbas devidas a qualquer título, como os chamados “atrasados”, e a implementação de plano de cargos e carreiras. Esse plano foi elaborado e discutido no âmbito do Comitê mencionado e levado à Assembleia Legislativa em 2.005, vindo a ser transformado na Lei Complementar nº 1.111/2.010. Essa lei foi sucessivamente alterada pelas Leis Complementares nºs 1.137/2011, 1.201/2.013, 1.210/2.013 e, recentemente, pela de nº 1.217, deste mês, todas elas promovendo ajustes e aprimoramentos. Esses objetivos estavam incluídos no projeto de modernização atrás referido, e estão sendo levados adiante pela gestão atual da Presidência.

Asseguro, portanto, que se vier a ser eleito em 4 de dezembro,  continuarei seguindo e perseguindo esses objetivos – que são os do Tribunal de Justiça – como fiz durante toda a minha vida funcional, e especialmente quando Vice-Presidente e Presidente do Segundo Tribunal de Alçada.

Por fim, tomo a liberdade encaminhar-lhes cópias de duas entrevistas solicitadas pelo CONJUR e pelo jornal O Estado de São Paulo, por intermédio do Tribunal de Justiça. Lá estão várias ideias sobre questões relevantes, permitindo compreender um pouco do que penso a respeito de vários temas de interesse do Poder Judiciário de São Paulo.

E-mail nesses termos encaminhei aos Servidores. Aos colegas de Magistratura, em particular, acrescento o seguinte.

Os Juízes constituem a base da carreira e estão onde tudo começa na Justiça: os diversos Fóruns e Varas, da Capital e do Interior. E também onde termina grande parte das demandas, cíveis e criminais, e assim também procedimentos de toda natureza, como os que tramitam pelas Varas da Infância e da Juventude, ou nos Juizados Cíveis e Criminais. A grandeza e a relevância desse trabalho por certo são compreendidas pelos Magistrados e seus servidores, o que lhes impõe enorme responsabilidade, dada a certeza de que muito do que fazem termina em suas mãos, por não subirem os autos para revisão em segundo grau. Quando os processos sobem, com recursos ou por força de reexame necessário, o quadro não é diferente, porque a instância superior é revisora, não substitutiva da primeira.

Por essa razão é que, já tendo exercido a Magistratura em primeiro grau, embora há mais de vinte e três anos estando em segunda instância, continuo convicto da importância do trabalho de todos. Por isso mesmo as condições de trabalho devem ser continuamente melhoradas, com a recomposição permanente do quadro funcional e seu aprimoramento, a melhoria de prédios e instalações mobiliárias e de equipamentos. Prestigiar a Magistratura e Servidores ocorre com medidas concretas nessa direção, ainda que de forma paulatina e programada, com atenção à disponibilidade de recursos. É assim que penso e pretendo enfrentar as questões que afetam o primeiro grau, conservando a ideia de participação de todos no processo de gestão de modo regionalizado, de tal ordem a aproximar o primeiro do segundo grau, e facilitar as decisões nas questões de seu interesse e das Comarcas em que estão.

Cumprimentando a todos,

Despeço-me,

Atenciosamente,

João Carlos Saletti, Desembargador.

28.11.13

As eleições no tribunal

As eleições são somente entre desembargadores.
Apesar disso, de uns anos para cá, alguns desembargadores candidatos mandam mensagens para todos na carreira, desembargadores e juízes. Acho que isso significa:
a) busca da ampliação da legitimidade. Não basta a legitimidade que vem do voto dos pares, é preciso envolver os juízes.
b) Hoje o nível de informação é muito maior. Os juízes interessam-se em saber dos assuntos do tribunal e ele satisfazem a nossa curiosidade.
c) Mostram que estão preocupados com o que pensamos, muito embora não votemos. Além disso, com a pressão do CNJ vindo diretamente em cima de nós, muitas coisas que antes deixávamos passar, como a notória falta de funcionários, atualmente motivam reclamações reiteradas. Teve época em que mandava ofício dia sim, dia não pedindo funcionários.
d). Como lembrado hoje por outro colega, pode ser que venhamos a ter eleições diretas num futuro próximo.

Destaco abaixo alguns trechos de mensagens recebidas nesses dias:

Luis Antonio Ganzerla, candidato a corregedor:
"Em razão das eleições e das visitas realizadas aos Desembargadores, recebi relevantes questionamentos, inclusive de colegas de primeira instância, e, assim, com todo o respeito, devo informar que jamais me afastei da jurisdição, tanto em primeiro como em segundo grau, exceto pelo período em que ocupei a Presidência da Seção de Direito Público e passei a receber, porém, distribuições da Câmara Especial e do Conselho Superior da Magistratura, além do exame dos recursos extraordinários e especiais. Meu acervo, registre-se, encontra-se rigorosamente controlado, há tempos, sem atrasos portanto, tanto na Câmara como no Órgão Especial."

Armando Sérgio Prado de Toledo, candidato a corregedor:
"Para isso, podemos aproveitar a experiência adquirida na EPM, que tem capacitado, simultaneamente, mais de três mil pessoas em um único curso, com acesso em dispositivos móveis como tablets e smartphones. Essa foi a forma que encontramos para capacitar conciliadores e mediadores em todo o Estado, possibilitando a atuação desses profissionais nos Cejuscs.

Certamente, esse know how poderá ser utilizado para viabilizar a implementação do processo digital em todo o Estado, contribuindo para a modernização do nosso Tribunal e, ao mesmo tempo, prestigiando e aperfeiçoando o trabalho desenvolvido na Primeira Instância, que é uma das atribuições da Corregedoria, além, é claro, da fiscalização, não apenas do Primeiro Grau, mas também dos serviços delegados."

"Percebi, assim, como é fundamental valorizarmos e integrarmos a Primeira Instância e os funcionários ao Tribunal, melhorando suas condições gerais de trabalho, tarefa a ser efetivada em parceria com todos os integrantes do Conselho Superior da Magistratura.

Para isso, precisamos garantir estrutura adequada e capacitação para todos e empenhar-nos na modernização do Judiciário, otimizando rotinas e fazendo uso eficiente da tecnologia, com a adaptação ao processo digital, além de disseminar a cultura da pacificação social, por meio da conciliação e da mediação, e outras boas práticas."

26.11.13

Uma sentença minha que foi reformada

Como disse para a assessora de imprensa do TJ, que outro juiz manda sentenças suas que foram reformadas?

26/11/2013 - PREFEITURA DE OSASCO É CONDENADA A INDENIZAR FAMÍLIA DE PACIENTE DE HOSPITAL MUNICIPAL

        A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou
a Prefeitura de Osasco a indenizar a família de um paciente do hospital municipal que
faleceu enquanto aguardava atendimento. De acordo com as autoras (esposa e filha), 
o homem teria sido mantido em uma maca improvisada e, ao sofrer um infarto agudo
do miocárdio, caiu e se machucou. O acidente teria agravado o quadro e causado a morte.
        De acordo com o voto do relator do recurso, desembargador José Luiz Gavião
de Almeida, o laudo do IML apontou “traumatismo crânio encefálico” como causa da 
morte. Já o perito do Imesc afirmou que a queda não foi o motivo, mas que a falência
do corpo físico ocorreu em virtude do acidente vascular encefálico.
        “Visível a divergência entre a causa da morte apontada pelo perito e pelo laudo
 de exame de corpo de delito (exame necroscópico). Se tudo isso é verdade, o próprio
 perito admite que a queda da maca contribuiu para o agravo do edema já existente,
o que significa que colaborou, de alguma forma, para seu óbito. Não há dúvida
de que o Hospital Municipal demonstrou que não estava suficientemente
aparelhado, estruturado para receber o paciente, que após sofrer infarto,
foi deixado em uma maca improvisada, estreita e sem grade de proteção, 
sofrendo a queda descrita na inicial”, disse o desembargador.
        O Município foi condenado a pagar 150 salários mínimos pelos danos morais,
 e, pelos materiais, uma pensão mensal à filha equivalente a 2/3 do salário da vítima
até que ela complete 25 anos de idade.
        Vale ressaltar a celeridade no julgamento do recurso: 
foram nove meses entre sentença, proferida pelo juiz José Tadeu Picolo Zanoni,
 da1ª Vara da Fazenda Pública de Osasco, e o julgamento do recurso.
        Os desembargadores Marrey Uint e Camargo Pereira acompanharam o voto do relator.

25.11.13

Já vai?

Do Conjur

RÁDIO CORREDOR

Pauta do STJ é aposentadoria de Eliana Calmon

Na festa de casamento da filha do ministro do Superior Tribunal de Justiça João Otávio Noronha, que aconteceu na sexta-feira (22/11) em Brasília, duas mulheres se dividiam entre os assuntos principais das conversas. Só se ouviam dois comentários: "Como a noiva está linda!" e "você viu quem vai aposentar?". Todo mundo tinha visto e sabia que era a ministra Eliana Calmon.
Foi daquelas situações embaraçosas. Um ia contar um segredo pro outro, e o outro já vinha com detalhes sobre o mesmo caso. A ministra tem conversado com os colegas do tribunal para colocar os funcionários de seu gabinete à disposição. Ela tem dito que pode cedê-los ao gabinete de um colega antes de sair, para evitar que o assessor tenha de pedir a transferência para um ministro recém-chegado, ou, pior, tenha de sair do tribunal para depois voltar. A “oferta” é para que a corte não perca os assessores, já experientes e tão benquistos por ela.
Ninguém estranhou a dilapidação funcional da ministra. Todos dizem que ela, inclusive, já pediu a aposentadoria ao presidente do STJ, ministro Felix Fischer, na própria sexta-feira. Também dizem que ela pediu para que a publicação da aposentadoria só seja feita no dia 18 de dezembro — o último dia forense útil em Brasília é 20 de dezembro, quando começa o recesso.
A ministra nega. Disse estar preocupada com a circulação de informações. “Cada dia é uma notinha numa coluna diferente”, brincou. A preocupação principal é que, como membro da 1ª Seção, Eliana julga matéria administrativa, que tem a ver com política e políticos. Como membro da Corte Especial, a ministra julga ações penais contra detentores de foro especial por prerrogativa de função. Ou foro privilegiado, como ficou o apelido. “Não quero misturar as coisas, ainda estou no tribunal”, encerrou.
A palavra “ainda” toma contornos interessantes, dada a situação atual. Ministros também comentam que Eliana Calmon sai no recesso forense e não volta mais para o tribunal. Estão certos de que vai se filiar a algum partido para sair candidata ao Senado. Só não se sabe qual partido. Nem ela sabe. Uns dizem que será o PSB, a legenda de Eduardo Campos, que fará oposição ao PT na corrida presidencial. Outros dizem que será o PDT, com quem ela “tem uma ligação muito forte”.
Eliana passou a última semana reunida com seus assessores na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Magistrados, a Enfam, da qual é diretora. Estava estruturando um curso que começa esta semana. Seus colegas do conselho superior da Enfam contaram que ela, emocionada, se despediu deles e da magistratura. Os que não são do STJ lamentaram, pois consideram que ela fez um “excelente trabalho”, tanto na escola quanto como juíza. Os do STJ, nem tanto. “Tinha gente soltando rojão na festa de ontem”, comentou um ministro que estava no casamento.
Políticos de toga
Ninguém é contra a ministra se candidatar. Muito pelo contrário, como se diz. Acham até que ela tem vocação para a política e pode fazer um bom trabalho no Senado. Mas criticam a forma como ela vem conduzindo o episódio. Consideram que o fato de ela dizer para todos que vai sair, mas negar em público e ficar em cima do muro quando conversa com a imprensa sobre a possibilidade de sair candidata é uma manobra pensada.
“Ela está usando do cargo para criar fatos políticos e deixar o nome dela em evidência”, analisou um ministrou. "Se ela vai sair candidata, que saia do tribunal e faça sua campanha", reclamou outro. "Nada contra a ministra, até a considero uma pessoa séria e responsável, mas é essa a postura que se espera de uma pessoa que se dizia paladina da justiça dentro do Judiciário? Da pessoa que estava à caça dos ‘bandidos de toga’?", disse outro deles à revista Consultor Jurídico.
Os tais "bandidos de toga" foram usados, metaforicamente, pela ministra durante uma entrevista. Dada a frases de efeito, quando era corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon tomou como meta de trabalho acabar com a corrupção no Judiciário. Era o que ela reputava ser o grande problema da Justiça brasileira. Aí disse que havia "muitos bandidos escondidos atrás da toga" que precisavam ser expurgados da carreira. A conduta deles, afirmava, não condizia com a magistratura.
Cadeira vazia
A saída de um ministro do STJ antes da hora tem suas consequências. A principal delas é a cadeira deixada. Eliana Calmon ocupa uma das vagas reservadas à Justiça Federal no STJ. Seu substituto deverá, por regra constitucional, ser desembargador federal como ela, que foi do TRF-1 por dez anos e juíza federal por outros dez.
E aí é que está o problema. O ministro Castro Meira, que aposentou recentemente, também era de uma vaga reservada aos TRFs. A lista tríplice dos candidatos à sua vaga que será encaminhada à presidente da República foi decidia pelo Órgão Especial na quarta-feira (20/11). Entraram os desembargadores federais Néfi Cordeiro (TRF-4), Gurgel de Faria (TRF-5) e Ítalo Mendes (TRF-1).
Por mais que a ministra tenha feito o comunicado formal ao ministro Fischer na sexta, a iminência de sua aposentadoria já fosse mais que sabida no tribunal. E como dificilmente vai dar tempo de os candidatos não escolhidos pela presidente Dilma Rousseff se candidatarem novamente, muitos ministros acham que o presidente deveria esperar. A consequência da pressa é que a lista decorrente da aposentadoria da ministra Eliana provavelmente será composta pelos candidatos não escolhidos pela Corte Especial na última quarta. “O presidente se precipitou”, afirmou um dos ministros.

Pedro Canário é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

24.11.13

Oposição vence na Apamagis - primeira vez que um juiz presidirá a entidade.

Do blog do Fred

Oposição vence as eleições na Apamagis



Jayme Martins de Oliveira Neto, que encabeçou a chapa “Apamagis Forte”, será o primeiro juiz de primeira instância a presidir a entidade dos magistrados paulistas.


O juiz Jayme Martins de Oliveira Neto foi eleito presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) neste sábado, liderando a chapa “Apamagis Forte”, de oposição. Será o primeiro juiz de primeiro grau a dirigir a entidade.
Jayme Martins obteve 1.018 votos, derrotando o candidato da situação, desembargador Irineu Jorge Fava, segundo vice-presidente da diretoria comandada pelo desembargador Roque Mesquita de Oliveira.
Segundo informa a entidade, ele atribuiu a vitória ao desejo de mudanças dos magistrados paulistas.
“Credito esta vitória ao desejo de mudança dos juízes, ao desejo de renovação e ao desejo também de ver um juiz de primeira instância assumir a APAMAGIS. Mas, fundamentalmente, ao desejo de mudança”, afirmou.
Jayme Martins é juiz auxiliar no Tribunal de Justiça de São Paulo desde 2012. Nasceu em Monte Aprazível (SP). É bacharel em Direito pela FMU (1990), Mestre em Direito pela PUC-SP (2001) e doutorando em Direito pela PUC-SP.
Ainda segundo a Apamagis, em seu discurso ele agradeceu aos membros da chapa e aos que confiram no seu trabalho.
O futuro presidente disse que irá conversar com o presidente Roque Mesquita para iniciar o processo de transição e promover as propostas divulgadas, como aumentar a participação dos juízes na vida associativa.
No último dia da eleição, neste sábado, o processo de votação foi realizado apenas de forma presencial na sede social da entidade. A votação começou às 8h30 e terminou às 15 horas.
Dentre os presentes, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, registrou sua preferência e falou sobre a expectativa de que um grande número de eleitores deveriam comparecer às urnas, pois “a Associação é extremamente importante para a vida de todos os magistrados”.
De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), 1.940 votos foram contabilizados para a eleição de presidente, dentre os quais 42 brancos e nove nulos.

Eis a composição da chapa “Apamagis Forte”:

Presidente: Jayme Martins de Oliveira Neto
1º Vice: Miguel Petroni Neto
2º Vice: Oscild de Lima Júnior
Conselho consultivo, orientador e fiscal
Antonio Raphael Silva Salvador
Renzo Leonardi
Luis Fernando Nishi
Carlos Alberto Garbi
Carlos Fonseca Monnerat
Ademir de Carvalho Benedito
Valeria Ferioli Lagrasta Luchiari
Carolina Nabarro Munhoz Rossi
Maria de Fátima dos S. Gomes M. de Oliveira
Paulo Alcides Amaral Salles

22.11.13

Outro caso interessante

21/11/2013 - JORNAL QUE DIVULGOU RESULTADO INCORRETO DA MEGA-SENA DEVE PAGAR INDENIZAÇÃO

        Uma apostadora da Mega-sena receberá indenização no valor de R$ 15 mil 
de uma empresa jornalística. O motivo: um erro cometido na publicação do resultado 
da loteria a fez acreditar que acertara os seis números e se tornara milionária. Apenas ao se dirigir a uma casa lotérica para retirar o prêmio, foi informada do engano.
        A autora alegava que o erro lhe causou dano moral e pedia que o jornal 
a indenizasse no valor equivalente a 10% do prêmio (que era de 
aproximadamente R$ 61 milhões). No entanto, o relator do recurso, 
desembargador Alexandre Marcondes, afirmou que quantia pretendida era absurda,
 uma vez que o arbitramento do dano moral não tem qualquer relação com o valor 
do prêmio da loteria.
        O desembargador ressaltou em seu voto que a apostadora é consumidora
 do produto e confiou na veracidade da informação publicada no jornal, sendo
 cabível a indenização. "O erro provocou significativa perturbação emocional 
e alteração do estado psíquico da apelante. Em poucas horas a recorrente passou
 de um estado de grande euforia a intensa frustração, não se tratando, como quer
 fazer crer o apelado, de mero aborrecimento ou dissabor do cotidiano", afirmou.
        Do julgamento também participaram os desembargadores Donegá Morandini
 e Beretta da Silveira.

        Apelação nº 0173248-18.2011.8.26.0100

        Comunicação TJSP – LV (texto) / AC (foto ilustrativa)

Um caso interessante

21/11/2013 - NEGADA LIMINAR PARA REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM MOGI DAS CRUZES

        O juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes,
 negou pedido liminar formulado pela Fazenda do Estado de São Paulo que pleiteava a reintegração da posse de uma escola estadual da cidade.
        A Fazenda Pública ajuizou a ação sob o fundamento de que um homem teria
 invadido e estaria ocupando o imóvel onde funcionava a escola e que, orientado
 a deixar o local, se negou a fazê-lo por não ter outro lugar para ficar.
        Ao julgar o pedido, o magistrado afirmou que o fato do prédio estar
 atualmente sem uso e ser dever do Estado assegurar o direito de moradia 
a todos, são fatores que devem ser considerados ao se tomar a decisão.
“A moradia é direito fundamental, assegurado pela Constituição da República. Assim,
 não basta ao Estado vir a juízo postular a reintegração de um imóvel seu, com o
 consequente despejo de um cidadão. Ao revés, deve o Estado, antes de tudo,
 procurar atender plenamente esse direito fundamental, através dos recursos
 que dispõe – programas habitacionais, abrigos provisórios, auxílio-moradia, convênios, 
dentre outros”, ressaltou.
        Diante disso, o juiz concedeu o prazo de 10 dias para que a Fazenda Pública
 faça o aditamento da petição inicial, esclarecendo o que pretende fazer com os ocupantes
 do local, sob pena de indeferimento da inicial.
        Cabe recurso da decisão.

        Processo nº 0017692-45.2013.8.26.0361

        Comunicação Social TJSP – AM (texto) / DS (arte)
        
imprensatj@tjsp.jus.br

21.11.13

Números mais recentes da produção do TJ/SP

 Até o mês passado, Corte paulista julgou um total de 696.378 recursos desde o começo do ano
por Mateus Coutinho
Maior corte estadual do País, o Tribunal de Justiça de São Paulo já julgou quase 700 mil recursos até outubro deste ano. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 19, pela assessoria de imprensa do órgão e mostram que, somente no mês passado, foram julgados 76.525 recursos em 2ª instância,  totalizando 696.378 julgados desde janeiro de 2013.
De acordo com a movimentação processual em segunda instância, somente no mês passado deram entrada 71.666 novos processos, com uma média diária de 3.258. Foram distribuídos no período 64.231 recursos. No mesmo mês, foram registrados 66.751 acórdãos, com 69.387 publicados.
Os novos recursos foram divididos entre as seções de Direito Privado (34.189), Direito Público (17.932), Criminal (17.118), Órgão Especial (247) e Câmara Especial (2.180).
Os números foram divulgados no mesmo dia em que o Conselho Nacional de Justiça anunciou os dados referentes ao cumprimento da Meta 1 do órgão, que prevê o julgamento de um número maior de processos que os distribuídos ao longo do ano. Com dados de janeiro a setembro deste ano, o levantamento do CNJ aponta que o percentual de cumprimento da meta é de 88,96%. A Justiça estadual, contudo, é a que encontra maior dificuldade de cumprir essa meta.
Segundo o levantamento, de janeiro a setembro de 2013 foram distribuídos 13.676.991 novos processos e 12.167.341 foram julgados. Já cumpriram a meta estabelecida os Juizados Especiais Federais, a Justiça do Trabalho de segundo grau, o primeiro grau da Justiça Eleitoral e a Justiça Militar. A pior situação é a da Justiça estadual, que conta com 90% do estoque de pendentes (1,3 milhão), apesar de responder por 67% do total de processos julgados no período.
Confira abaixo os processos julgados  pelo TJ-SP até outubro de 2013:
Processos em andamento em 2ª instância:

LOCALIZAÇÃOQUANTIDADE
CARTÓRIO DE CÂMARAS183.971
CARTÓRIOS DE PROCESSAMENTO DE RECURSOS AOS TRIBUNAIS SUPERIORES (RE / RESP / AIDD)79.338
ACERVO DO IPIRANGA *233.020
GABINETES DA SEÇÃO CRIMINAL **26.697
GABINETES DA SEÇÃO DE DIREITO PÚBLICO **36.862
GABINETES DA SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO **67.708
GABINETES DA CÂMARA ESPECIAL **990
TOTAL GERAL628.586
* Obs.: Acrescente-se a esse valor o total de 16.093 processos distribuídos que se encontram na Procuradoria Geral da Justiça, e ainda, o total de 110.427 processos que se encontram nos Cartórios de Processamento e de Recursos aos Tribunais Superiores.
** Obs.: No número de processos que se encontram em gabinete, não estão contabilizados os recursos internos.

 Processos distribuídos em 2ª instância

PERÍODOQUANTIDADE
Janeiro46.649
Fevereiro46.740
Março44.738
Abril55.855
Maio54.930
Junho53.133
Julho54.427
Agosto57.819
Setembro63.818
Outubro64.231
TOTAL542.340

 Processos julgados em 2ª instância

PERÍODOJULGADOSDECISÕES MONOCRÁTICASREC. INTERNOSQUANTIDADE TOTAL
Janeiro35.3726.4645.05846.894
Fevereiro49.5486.86210.66767.077
Março56.4106.8149.20972.433
Abril60.4097.6738.86276.944
Maio51.9067.6669.60769.179
Junho54.7227.47310.62072.815
Julho39.4758.2207.37555.070
Agosto61.38410.88811.44883.720
Setembro55.6358.83811.24875.721
Outubro56.3949.03011.10176.525
TOTAL521.25579.92895.195696.378