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6.9.14

O direito de discordar

Do blog do Fred

Sentença deixa Sartori inconformado

POR FREDERICO VASCONCELOS
06/09/14  12:28
Inconformado Sartori
Em curtas mensagens de desabafo enviadas a magistrados e nas redes sociais, o ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, manifesta inconformismo com a sentença do Juiz de Direito Marco Zilli, que absolveu sumariamente o sociólogo Aldo Fornazieri, a quem o desembargador atribuiu a prática de calúnia.
Juiz da 15ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, Zilli julgou improcedente a queixa crime ajuizada a partir de afirmações que teriam sido feitas por Fornazieri ao jornalista Roldão Arruda, em entrevista publicada em 28/6/2013 no jornal “O Estado de S. Paulo“. Cabe recurso da sentença.
Sartori alegou que sua honra foi ofendida diretamente, na condição de presidente do TJ-SP, porque Fornazieri afirmara que o grau de corrupção no Poder Judiciário seria semelhante ao verificado nos demais poderes. Além disso, o sociólogo fizera alusões ao pagamento de benesses indevidas no tribunal e à resistência que o Conselho Nacional de Justiça encontrava para fiscalizar a Corte.
Pelos mesmos fatos, o Juiz de Direito Edward Albert Wickfield, da 35ª Vara Cível de São Paulo, extinguiu em maio último ação de indenização ajuizada por Satori contra “O Estado de S. Paulo“, três jornalistas e Fornazieri.
O Ministério Público opinou pela rejeição da queixa-crime por atipicidade penal.
O juiz Marcos Zilli não viu elementos que configurassem uma calúnia nas afirmações, que tiveram o propósito de fazer considerações sobre um dos Poderes do Estado.
“Ainda que lamentáveis, porquanto expressivas de uma triste generalização que não distingue a grande massa de valorosos e honrados agentes, mas que ao contrário reduz todos à vala comum da depreciação, o fato é que as assertivas não tiveram por foco pessoas específicas. Muito pelo contrário, ficaram circunscritas ao terreno da generalidade comparativa que foi estabelecida com os demais Poderes”, entendeu o juiz.
Na sentença, o magistrado registrou que não há uma referência específica a Sartori ou mesmo à indicação de conduta que tivesse sido por ele praticada.
“Afinal, o crime supõe a imputação de conduta que, obviamente, haverá de ser praticada por alguém”, concluiu.

23.3.14

Sartori responde

Do Conjur, em 19 de março.
Interessante, ao final, a chamada para um debate público. Mas o atual presidente não quer qualquer tipo de debate com quem quer que seja, por mais gabaritado e qualificado, como é o caso do Sartori. Depois de tantos anos esperando chegar à presidência do TJ, ele não quer ouvir nada de ninguém. Esse tipo de auto-suficiência é um perigo...

CONTAS NO VERMELHO

Sartori rebate Nalini sobre déficit no TJ-SP

O desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, refutou a informação dada pelo seu sucessor no comando da corte paulista, José Renato Nalini, de que o tribunal teria um déficit de R$ 1,3 bilhão. A declaração sobre as contas do tribunal foi feita por Nalini após a sessão do Órgão Especial desta quarta-feira (19/3).
Começar o ano no vermelho não é uma novidade para o tribunal. Sartori cita o exemplo de seu mandato, quando assumiu em 2012 com déficit de R$ 450 milhões e, no ano seguinte, a conta estava R$ 650 milhões no vermelho. “Todos nós sabemos que o orçamento do Judiciário nunca acompanhou as despesas. Foi sempre assim. Pagavam-se todas as despesas, os valores nunca deram e tinha sempre a aquiescência do governador para cobrir todo déficit”, afirmou  o desembargador.
Sartori disse ainda que, embora o prejuízo permaneça significativo durante a execução do orçamento, ele sempre é reduzido e o Poder Executivo cobre a diferença. “Se o Nalini pensava que ia assumir o tribunal já com dinheiro em caixa, isso nunca aconteceu com presidente nenhum. O presidente precisar ir atrás do dinheiro. Foi por isso que eu mantive uma parceria muito próxima com a Assembleia Legislativa e com o próprio governador.”
Sartori (foto) também contrapõe o impacto que o atual presidente apontou existir dos gastos com pessoal nas contas do TJ-SP. De acordo com o desembargador, o número de servidores é insuficiente. “Nós tínhamos uma saída de cerca de 1,7 mil funcionários por ano, enquanto outros mil eram contratados. Mesmo com todo pessoal que eu admiti, o déficit continua muito alto”, contabiliza.
O desembargador ainda considerou tendenciosa e prejudicial à sua administração o uso da palavra “rombo” usada inicialmente pela revista Consultor Jurídico para se referir ao montante de R$ 1,3 bilhão. A expressão foi trocada por "déficit".
Leia a declaração de Sartori:
“O presidente José Renato Nalini tem receio de não obter os mesmos recursos e o êxito alcançado pela presidência anterior, quando foram obtidos mais de R$ 1 bilhão. Ele se desculpa previamente por um eventual fracasso. Acho que ele se aproximou da Ordem [dos Advogados do Brasil] e do Ministério Publico justamente para procurar sensibilizar o governador para obter os recursos necessários.
Todos nós sabemos que o orçamento do Judiciário nunca acompanhou as despesas. Foi sempre assim. Pagavam-se todas as despesas, os valores nunca deram e tinha sempre a aquiescência do governador para cobrir todo o déficit. Eu mesmo assumi em 2012 com déficit de R$ 450 milhões e, em 2013, esse valor era de R$ 650 milhões. É um desafio administrar o TJ-SP. Ainda que permaneça significativo, o déficit diminui na execução do orçamento e o valor é coberto pelo Executivo.
Se o Nalini pensava que ia assumir o tribunal já com dinheiro em caixa, isso nunca aconteceu com presidente nenhum. O presidente precisar ir atrás do dinheiro. Foi por isso que eu mantive uma parceria muito próxima com a Assembleia Legislativa e com o próprio governador. Parece que o atual presidente está seguindo a linha dos anteriores: ou seja, por não ter recurso e por receio, acaba desfazendo o que foi feito, deixando o tribunal parado, só com retórica.
Esse problema [orçamentário] sempre existiu e sempre existirá. Ele tem de assumir suas funções e não pretender culpar gestões anteriores. Nalini tem de cumprir sua obrigação e obter o dinheiro necessário. O tribunal não podia ficar cada vez mais parado, por isso fizemos tudo o que foi feito. Nós tínhamos uma saída de cerca de 1,7 mil funcionários por ano, enquanto outros mil eram contratados. Mesmo com todo pessoal que eu admiti, o déficit continua muito alto. Ele precisa começar a trabalhar e parar de se desculpar previamente. Se o atual presidente quiser fazer um debate público, está convidado."

9.2.14

É sempre bom ouvir a palavra do Sartori

Do blog do Fred

‘Presidente tem que buscar recursos’

POR FREDERICO VASCONCELOS
09/02/14  10:18
Nalini, Alckmin e SartoriO ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, colocou mensagem no Facebook neste sábado sobre os recursos obtidos em sua gestão.
Aparentemente, é um contraponto às informações de que o sucessor, José Renato Nalini, começou o ano enfrentando déficit orçamentário.
Segundo Sartori, “função precípua do presidente é buscar recursos”.

Eis o comentário de Sartori em 8/2:
Na gestão passada (2012/13), foram obtidos:
a) R$ 600 milhões do Banco do Brasil, mais significativo aumento perene na taxa de permanência dos depósitos judiciais, cerca de R$ 30 milhões mensais a mais (500 milhões vieram, em meados de 2012, como adiantamento e 100 milhões da folha de pagamento, dada renegociação que exigi do banco, para manter o mesmo contrato);
b) o governo repassou ao TJ R$ 205 milhões a mais no primeiro ano e R$ 230 milhões no segundo;
c) a Alesp também nos cedeu R$ 20 milhões de seu orçamento no primeiro ano.
Total a mais só de valor fixo: 1 bilhão e 55 milhões, sem contar todas as outras receitas (inclusive o aumento perene da parcela do BB) e o próprio orçamento.
Daí por que se pode realizar muito.
Entregamos o Fundo Especial de Despesa como recebemos, por volta de R$ 1 bilhão, e o orçamento para este ano foi maior do que o do ano passado. Função precípua do Presidente é buscar recursos.

Eis notas publicadas na coluna de Mônica Bergamo, na Folha, em 31/1:
UM POUCO MAIS
O Tribunal de Justiça de São Paulo já começa o ano com um deficit de R$ 935 milhões no orçamento. O novo presidente da corte, José Renato Nalini, deve cortar despesas –e também apelar para o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que pode aumentar as verbas destinadas ao judiciário paulista.
EQUIPE
Do total de R$ 8 bilhões já orçados para o TJ-SP em 2014, mais de 90% são destinados ao pagamento de pessoal. A Justiça tem 2.400 juízes e 50 mil funcionários.

5.2.14

Mais Nalini

Depois de pouco mais de um mês de gestão, vendo os diversos sinais emitidos e algumas decisões, fica claro que:
a) houve um enorme aperto nos dispêndios;
b) fala-se que não há mais necessidade de juízes;
c) fala-se muito em produtividade.

Bom, o Nalini sempre foi crítico do discurso do Judiciário tinha que ter mais  tudo, funcionários, verbas, prédios, juízes. Houve época em que afirmava que a nossa verba era mais do que suficiente. O problema todo seria de gestão. Nos dois últimos anos ele não falou mais que a verba era mais do que suficiente.

Juízes ficam inquietos com a possibilidade de cessarem as contratações. De fato, a gestão anterior avançou muito nas contratações de funcionários, mas o déficit acumulado era enorme. O Sartori mesmo lembrou que a velocidade de perda era superior à de reposição. Cessando qualquer reposição fica somente a perda. Quem está há mais de vinte anos no segundo grau talvez desconheça  a realidade mais exata do primeiro e o fato é que não temos gente sobrando. Tem gente faltando. Por uma época foi possível o socorro de funcionários cedidos por prefeituras. O próprio TJ estimulava isso. agora, graças ao CNJ, nem isso temos mais.

Os concursos para juízes não vão acabar, eis que a o déficit é grande e faltam peças de reposição. SE 60 juízes entrarem ao mesmo tempo em licença-saúde ou nojo ou gala, a população certamente sentirá o impacto. Não temos substitutos para cobrir tudo isso.

A reiteração do assunto produtividade é marca registrada do atual presidente. Desde que entrei na magistratura em 1992 eu ouço falar em crise ética. Enfrentei a pressão  pela CPI do Judiciário na época do ACM/FHC. Tivemos a pressão da súmula vinculante na discussão da reforma do Judiciário, também no governo FHC. DA minha geração pra cá, com certeza, todos os juízes possuem forte consciência da imagem do Judiciário na sociedade e da necessidade de busca de legitimação. Desnecessário que sejamos lembrados disso nessa medida, como se fôssemos surdos aos reclamos e cegos diante da realidade. Mas é essa uma das marcas registradas do nosso presidente...

Avaliando tudo o que foi dito e feito nos últimos dias, eu pergunto: qual a marca que ele quer deixar? Questões como o  home office funcionariam para iniciar um debate. Isso foi falado, mas não se vê desdobramento prático. Na verdade, como dito acima, em primeiro grau precisamos de funcionários nos cartórios, não em casa.

31.1.14

Isso era previsível

Da Mônica Bérgamo, na FSP

MÔNICA BERGAMO
UM POUCO MAIS
O Tribunal de Justiça de São Paulo já começa o ano com um deficit de R$ 935 milhões no orçamento. O novo presidente da corte, José Renato Nalini, deve cortar despesas --e também apelar para o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que pode aumentar as verbas destinadas ao judiciário paulista.
EQUIPE
Do total de R$ 8 bilhões já orçados para o TJ-SP em 2014, mais de 90% são destinados ao pagamento de pessoal. A Justiça tem 2.400 juízes e 50 mil funcionários.

6.12.13

Nalini

A minha primeira lembrança do nosso futuro presidente vem de 1989. Organizando o Congresso Interno da Faculdade, eis que Secretário de Organização do XI de Agosto, fui encarregado de levar a ele um convite para participar de uma das mesas. Não consegui entregar pessoalmente, mas ele foi.

A partir daí, evidentemente, fiquei de olho nos artigos dele no Estadão. Depois que entrei na carreira em 1992, evidentemente que, considerando o destaque que ele tinha, impossível não ficar de olho.

Em 1994, cursando a Escola de governo do professor Fábio Konder Comparato, recebemos o convite da professora Maria Tereza Sadek para participarmos da apresentação dos resultados da pesquisa dela sobre o Poder Judiciário. Foi no antigo hotel Cad ´oro. Ele também estava lá.

Em 1995 era para ele ter entrado no nosso grupo que foi aos Estados Unidos em 1996. Não sei porque não entrou, mas enfim, foi uma excelente viagem para conhecimento do sistema americano. A verdade é que fomos afiados no inglês e já conhecíamos muita coisa antes de sairmos daqui. Infelizmente, aquele modelo de viagem não se repetirá mais...

Bom, resumindo os fatos, importante lembrar que o Nalini foi presidente do Tacrim. Foi o último desembargador promovido ao TJ antes da unificação dos tribunais.

Ele vinha se preparando para o cargo de presidente há tempos. Realmente desejava o cargo e se preparou para tanto. Tem pleno conhecimento dos problemas do Judiciário, eis que o cargo de Corregedor permite essa visão e apreciação. Percorreu o Estado inteiro durante sua gestão. Assim, ele tem pleno conhecimento do que o espera e  certamente tem um plano para lidar com tudo isso. A tarefa é grande. DEsejo toda sorte do mundo a ele.

3.12.13

Mais uma mensagem de candidato

Essa vem do Paulo Dimas, um dos favoritos ao lugar do Sartori

Prezado(a) magistrado(a) bandeirante





Dois sentimentos dominam o nosso ambiente interno neste momento: esperança e orgulho; esperança no porvir e orgulho do que já está sendo feito.
Daí a grande responsabilidade dos novos dirigentes da Corte.
Nesse passo, ao longo dos anos procurei conhecer de perto a nossa estrutura administrativa e funcional, razão pela qual, desde o início desta campanha, venho reafirmando o meu compromisso com a sua modernização, já em curso; cumpre-nos perseguir de forma incansável a consecução dos objetivos estratégicos definidos no planejamento vigente, a partir da adequada execução orçamentária e da valorização de nossos recursos humanos, tudo com vistas a alcançar a excelência na prestação do serviço judiciário.
Posso dizer que para lograr êxito na nossa empreitada já temos o principal ingrediente: pessoas de grande valor, idealistas e totalmente comprometidas com a causa da justiça; são os nossos magistrados e servidores, que merecem todo o respaldo dos órgãos diretivos do Tribunal; manter o espírito elevado, a autoestima de todo o quadro é prioridade absoluta.
Todos os esforços devem então ser desenvolvidos para lhes dar a necessária estrutura de trabalho e assegurar o integral respeito a seus direitos funcionais.
O pleno envolvimento de pessoas qualificadas e motivadas será vital para os avanços almejados.
Daí me habilitar a ser o condutor desta grande equipe de trabalho, com uma gestão aberta, participativa e de total entrega à realização de um grande projeto de ações, que certamente levará à recuperação do prestígio institucional. Não podemos decepcionar nossos magistrados e servidores, bem como os jurisdicionados.
Quero realçar, finalmente, que sempre agi movido por um grande amor à nossa magistratura, tendo plena consciência da postura estritamente institucional que deve nortear a atuação na Presidência da Corte.
Aproveito então para agradecer a atenção e o carinho recebidos durante as visitas realizadas.
Um forte abraço,

PAULO DIMAS DE BELLIS MASCARETTI
               e-mail:pmascaretti@tjsp.jus.br
       (98326-1196 e 2899-5588

29.11.13

Mensagem de mais um candidato a presidente

Vejam....

Caríssimos Magistrados.

Por que me candidatei ao honroso cargo de Presidente do Tribunal de Justiça, alguns me perguntam.

Bem. Fui funcionário do Tribunal de Justiça, de fevereiro de 1.967 a julho de 1.969. Como escriturário, trabalhei na administração, executando tarefas em procedimentos administrativos, elaborando informações, ofícios, ligados à compra de telefones, reforma de casas de Juízes do interior, e à elaboração de minutas como, por exemplo, a do primeiro contrato firmado com a Xerox internacional, que chegava ao Brasil, ocasião em que o Tribunal contratou a locação das primeiras máquinas, a título experimental!

Querendo trabalhar na área judiciária, também por concurso fui ter ao Tribunal de Alçada Civil (único até então; o 2º foi instalado em 1.972) no final de julho de 1.969. Lá, trabalhei no Cartório e em janeiro de 1.971 fui designado para servir na Assessoria Técnica da Presidência, encarregada de auxiliar o Presidente e o Vice-Presidente na área jurisdicional. Dirigi essa Assessoria (após a instalação do Segundo Alçada) e de lá ingressei na Magistratura em 1.975.

Lá se vão quase 47 anos de serviço público judiciário, dos quais trinta e oito anos de Magistratura, em que tenho sido muito feliz. Fui diretor de fóruns importantes, como os de Guarulhos e Regional de Santana, este na Capital. Do Segundo Tribunal de Alçada Civil fui Vice-Presidente (1.999-2.001) e, depois, Presidente (2.001-2.003), vindo ao Tribunal de Justiça em maio de 2.003.

De 2.005 a 2.007 fui um dos membros do Comitê de Gestão, constituído pela Presidência do Tribunal para, especialmente, reestruturar e reorganizar a Secretaria, em virtude da unificação dos Tribunais, por força da Emenda Constitucional 45 (Reforma do Judiciário), e modernizar o Tribunal.

Muitos servidores foram envolvidos nesse processo, que foi levado também ao Interior por intermédio de seminários, em diversos dos quais participei diretamente como membro daquele Comitê. Muitos (cerca de quatro mil) funcionários e Juízes participaram desses eventos.

Essas experiências somadas no curso dos anos, levaram vários colegas e amigos a encorajar-me e levar adiante a ideia de candidatar-me à Presidência. Daí me propor a servir uma vez mais.

O Tribunal de Justiça está em construção permanente. Seu gigantismo revela muitas dificuldades, mas também assegura a esperança que vem justamente de que há sempre muito o que fazer. Certo é que está em marcha para o desenvolvimento.

Para isso tem de contar com seus Desembargadores e Juízes, e com os Servidores.

A orientação que tenho seguido na carreira (os que trabalharam comigo podem atestá-lo) é de valorizar sempre e sempre os Servidores, como por certo fui valorizado no meu tempo. Os funcionários formam a base e linha de frente da administração da Justiça, seja na área administrativa (atividade de meio), seja na judiciária e jurisdicional (a atividade fim do Poder Judiciário).

Sem a participação e a colaboração dos valorosos Servidores não é possível ao Poder Judiciário prestar à sociedade os serviços a ela destinados.

Daí propor-me a valorizá-los continuamente com a melhoria das condições de trabalho, a capacitação funcional, o pagamento das verbas devidas a qualquer título, como os chamados “atrasados”, e a implementação de plano de cargos e carreiras. Esse plano foi elaborado e discutido no âmbito do Comitê mencionado e levado à Assembleia Legislativa em 2.005, vindo a ser transformado na Lei Complementar nº 1.111/2.010. Essa lei foi sucessivamente alterada pelas Leis Complementares nºs 1.137/2011, 1.201/2.013, 1.210/2.013 e, recentemente, pela de nº 1.217, deste mês, todas elas promovendo ajustes e aprimoramentos. Esses objetivos estavam incluídos no projeto de modernização atrás referido, e estão sendo levados adiante pela gestão atual da Presidência.

Asseguro, portanto, que se vier a ser eleito em 4 de dezembro,  continuarei seguindo e perseguindo esses objetivos – que são os do Tribunal de Justiça – como fiz durante toda a minha vida funcional, e especialmente quando Vice-Presidente e Presidente do Segundo Tribunal de Alçada.

Por fim, tomo a liberdade encaminhar-lhes cópias de duas entrevistas solicitadas pelo CONJUR e pelo jornal O Estado de São Paulo, por intermédio do Tribunal de Justiça. Lá estão várias ideias sobre questões relevantes, permitindo compreender um pouco do que penso a respeito de vários temas de interesse do Poder Judiciário de São Paulo.

E-mail nesses termos encaminhei aos Servidores. Aos colegas de Magistratura, em particular, acrescento o seguinte.

Os Juízes constituem a base da carreira e estão onde tudo começa na Justiça: os diversos Fóruns e Varas, da Capital e do Interior. E também onde termina grande parte das demandas, cíveis e criminais, e assim também procedimentos de toda natureza, como os que tramitam pelas Varas da Infância e da Juventude, ou nos Juizados Cíveis e Criminais. A grandeza e a relevância desse trabalho por certo são compreendidas pelos Magistrados e seus servidores, o que lhes impõe enorme responsabilidade, dada a certeza de que muito do que fazem termina em suas mãos, por não subirem os autos para revisão em segundo grau. Quando os processos sobem, com recursos ou por força de reexame necessário, o quadro não é diferente, porque a instância superior é revisora, não substitutiva da primeira.

Por essa razão é que, já tendo exercido a Magistratura em primeiro grau, embora há mais de vinte e três anos estando em segunda instância, continuo convicto da importância do trabalho de todos. Por isso mesmo as condições de trabalho devem ser continuamente melhoradas, com a recomposição permanente do quadro funcional e seu aprimoramento, a melhoria de prédios e instalações mobiliárias e de equipamentos. Prestigiar a Magistratura e Servidores ocorre com medidas concretas nessa direção, ainda que de forma paulatina e programada, com atenção à disponibilidade de recursos. É assim que penso e pretendo enfrentar as questões que afetam o primeiro grau, conservando a ideia de participação de todos no processo de gestão de modo regionalizado, de tal ordem a aproximar o primeiro do segundo grau, e facilitar as decisões nas questões de seu interesse e das Comarcas em que estão.

Cumprimentando a todos,

Despeço-me,

Atenciosamente,

João Carlos Saletti, Desembargador.

13.11.13

O fim do sonho da reeleição

Da Folha de São Paulo.
Felizmente, temos dois ótimos candidatos, segundo informa o Conjur: Nalini, atual corregedor,e Paulo Dimas, ex-presidente da Apamagis. Veremos...

CNJ proíbe Sartori de tentar reeleição no comando do TJ-SP
Atual presidente da corte pretendia se inscrever hoje como candidato, contrariando regimento interno
Decisão de conselheiro afirma que lei proíbe segundo mandato para preservar alternância em cargos de direção
VERA MAGALHÃESEDITORA DO PAINELFREDERICO VASCONCELOSDE SÃO PAULOO conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Fabiano Silveira concedeu liminar na noite de ontem para impedir a candidatura à reeleição do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori.
A decisão frustra os planos de Sartori, que havia decidido se inscrever à reeleição hoje, quando se encerra o prazo para o registro de candidaturas.
Na decisão, que será publicada hoje, Fabiano Silveira reconheceu o mérito de pedido de providências impetrado no CNJ pelo advogado Marcos Alves Pintar, que questiona a legalidade da reeleição para o TJ-SP.
No pedido, ele cita ação direta de inconstitucionalidade em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal), ainda não julgada, e a resolução 606 do TJ, que estabelece que "para os cargos de direção, concorram todos os desembargadores do tribunal".
O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, concedeu liminar favorável à resolução. O conselheiro do CNJ questionou Lewandowski sobre se sua decisão dizia respeito à possibilidade de reeleição de Sartori, mas o ministro disse que se manifestou apenas favoravelmente à ampliação do "universo de elegíveis", sem entrar no mérito da possibilidade de novo mandato.
Diante disso, Silveira decidiu que a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) veda, em seu artigo 102, a possibilidade de reeleição de presidentes de tribunais. "Referida norma, a toda evidência, foi inspirada pelo princípio da alternância no preenchimento de cargos de direção", diz o conselheiro do CNJ.
Diz, ainda, que cabe ao CNJ zelar pelo cumprimento das normas, "contrapondo-se a quaisquer manipulações ou alterações abruptas das regras do jogo".
DISPUTA
A polêmica sobre a reeleição no TJ-SP começou em agosto, quando o Órgão Especial aprovou, por 22 votos a 3, a resolução permitindo que todos os 352 desembargadores pudessem concorrer aos cargos de direção.
Em setembro, o desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan recorreu ao Conselho Nacional de Justiça, alegando que a resolução violava o princípio da anualidade da lei eleitoral. O CNJ suspendeu o processo eleitoral, por entender que a resolução estava em desacordo com a Loman.
Na segunda-feira houve a mais recente tentativa de brecar o projeto de Sartori. O desembargador Luiz Beethoven Giffoni Ferreira propôs ação cautelar no STF. Ele pede ao ministro Lewandowski para explicitar que a permissão para todos os desembargadores se candidatarem a cargos de direção "não significa autorização tácita à reeleição".
Segundo Beethoven, a reeleição não é prevista no regimento interno do tribunal nem na resolução que ampliou o colégio eleitoral: "A pretexto de querer democratizar o Judiciário Bandeirante, pode-se incorrer num retrocesso democrático".
Sartori tem amplo apoio de magistrados e servidores. Pesquisa indicou a aprovação de 90% dos juízes de primeiro grau à reeleição. Mas ele admite que o Órgão Especial, com 12 desembargadores mais antigos e 12 desembargadores eleitos (presidido por Sartori), está dividido.

    10.11.13

    Sartori vem aí, de novo...

    DA Sonia Racy

    Again

    09.novembro.2013 | 1:04
    Ivan Sartori voltou atrás: disputará a reeleição, em dezembro, para continuar no comando do TJ-SP.
    Anteontem, disparou telefonemas para o gabinete de vários desembargadores – comunicando sua decisão.

    10.10.13

    Reaberta a sucessão presidencial no TJ/SP

    Do Conjur

    MATÉRIA JURISDICIONAL

    Lewandowski reabre eleições do TJ de São Paulo

    Os desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo voltaram a poder se candidatar aos cargos de direção. Liminar proferida na noite desta quinta-feira (10/10) pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu decisão do Conselho Nacional de Justiça que determinava que apenas os três desembargadores mais antigos são elegíveis aos cargos de direção do TJ-SP.
    A abertura das eleições havia sido decidida pelo Órgão Especial do TJ-SP em agosto deste ano. No entanto, liminar do conselheiro Guilherme Calmon, do CNJ, suspendeu a decisão afirmando que ela violava o artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, a Loman. O dispositivo diz que apenas os três desembargadores mais antigos de cada tribunal podem se candidatar aos cargos de direção. A liminar foi confirmada pelo Pleno do CNJ.
    No Mandado de Segurança que impetrou no Supremo, o TJ de São Paulo afirma que o CNJ extrapolou suas competências. Na decisão de abrir as eleições para todos, o Órgão Especial citou ementa de um acórdão do STF em que o ministro Marco Aurélio afirma que a Loman, de 1979, não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988.
    O TJ paulista aproveitou o entendimento para caminhar nesse sentido. Os desembargadores disseram, à época, que, como a Loman não foi recepcionada pela Constituição, criou-se um vácuo legislativo. E como o texto da Emenda Constitucional 45/2004, a que criou o CNJ, deu autonomia administrativa e financeira aos tribunais, caberia ao próprio TJ criar uma regra para suas próprias eleições.
    Por isso é que o TJ-SP alega que a cassação da resolução que abriu as eleições foi uma decisão jurisdicional. O tribunal afirma que o Conselho Nacional de Justiça tem, sim, competência para tratar do controle administrativo dos tribunais. No entanto, quando esse controle decorre de lei, o CNJ deixa de ser o órgão competente para a discussão. O debate tem de ir para a esfera jurisdicional.
    Na liminar desta quinta, o ministro Lewandowski, que antes de ser nomeado ministro era desembargador do TJ-SP, concordou com seus ex-colegas paulistas. Em análise primária do caso, como é próprio das liminares, o minsitro afirmou que a Constituição Federal não deu ao CNJ a competência para “dirimir controvérsias” como a que foi apresentada pelo TJ-SP, da receptividade ou não do artigo 102 da Loman pela Constituição.
    Lewandowski argumentou que a discussão, jurídica “é de cunho eminentemente constitucional, havendo, inclusive, evidente conflito de disposições da Carta da República com as prescrições do controverso artigo 102 da Loman”. E lembrou que o tema já é discutido pelo Supremo na Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.976, cujo julgamento ainda não terminou.
    Portanto, finalizou, o CNJ não poderia ter se debruçado sobre a questão, já que a competência para julgar temas constitucionais é do Supremo. E diante da proximidade das eleições no TJ de São Paulo, marcadas para o dia 4 de dezembro, fica suspensa a decisão do CNJ até que seja discutido o mérito do Mandado de Segurança.
    Clique aqui para ler a liminar do ministro Lewandowski.Mandado de Segurança 32.451.

    7.8.13

    A agitada sucessão no TJ/SP

    Mais um capítulo. Do blog do Fred

    TJ-SP decide que todos os desembargadores poderão concorrer à eleição em dezembro




    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, por 22 votos a 3, que todos os desembargadores da Corte paulista poderão concorrer aos cargos diretivos na eleição a ser realizada em dezembro.
    Com o resultado obtido na sessão realizada nesta quarta-feira (7/8), o Órgão Especial estendeu a todos os desembargadores votantes a condição de elegíveis.
    A proposta foi apresentada pelo desembargador Luís Antonio Ganzerla, a quem caberá a redação da minuta.
    Foram votos vencidos os desembargadores José Gaspar Gonzaga Franceschini, Sérgio Jacintho Guerrieri Rezende e Itamar Gaino.
    Segundo informa a assessoria de imprensa do TJ-SP, Franceschini limitava, em seu voto, o universo dos elegíveis aos que têm mais de dez de carreira e cinco de Tribunal; para Rezende e Gaino, a alteração não poderia ser aplicada na próxima eleição por força do princípio da anualidade.
    Ao votar contra a alteração nas regras eleitorais para o pleito de dezembro, Guerrieri Rezende citou que “o atual Regimento Interno do Tribunal, aprovado em 4/11/2009, que teve como relator o desembargador Ivan Sartori, deixou de regular as eleições para os cargos diretivos (arts. 17 a 25) tendo em vista justamente a vedação constitucional (art. 93 caput, da  CF de 1988 c/c art. 102, caput, da LC nº 35/79) para fazê-lo”.
    Na última segunda-feira, reportagem da Folha revelou que Sartori decidira retirar da pauta a questão da reeleição, sem descartar, contudo, a hipótese de vir a disputar um segundo mandato.
    “Entendo que a reeleição deve ficar para o final do mandato, quando de eventual inscrição minha para concorrer à Presidência. Esse tema é polêmico e não quero que tumultue a gestão, que é muito mais importante”, disse.

    5.8.13

    Visões sobre a reeleição do Sartori

    Primeiro eu coloco o texto do Estadão de sábado. Depois, o blog do Fred de hoje, mais bem informado.

    Tribunal paulista dá 1º passo para reeleger presidente

    FAUSTO MACEDO
    Agência Estado
    Foi dado o primeiro passo para abrir as portas ao projeto de reeleição do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Sartori. Em requerimento de 12 páginas, o desembargador Euvaldo Chaib Filho, da 4.ª Câmara Criminal do TJ, pede alteração do regimento interno para implantar a reeleição. A proposta terá de passar pelo crivo do Órgão Especial, colegiado de cúpula que reúne os 12 desembargadores mais antigos, 12 eleitos e o presidente do tribunal.



    Desembargadores apoiam e incentivam o plano de Sartori, no cargo desde janeiro de 2012. Outros repudiam a iniciativa sob a alegação de que o artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) veta a reeleição - estes alertam, ainda, sobre o "risco de politização" da toga. 



    As eleições serão em dezembro e já dominam os bastidores do Palácio da Justiça. São eleitores todos os 360 desembargadores do maior tribunal estadual do País, que Sartori governa desde janeiro de 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


    Sartori retira reeleição da pauta do TJ-SP


    - Órgão Especial está dividido sobre proposta de um segundo mandato.

    - Sartori admite inscrição para concorrer à Presidência, mas só no final da gestão.


    O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Ivan Sartori, decidiu retirar da pauta do Órgão Especial, que se reúne nesta quarta-feira (7/8), a questão da reeleição.
    A gestão atual, iniciada em janeiro de 2012, tem amplo apoio de magistrados e servidores. Mas o Órgão Especial, formado por 25 desembargadores, está dividido sobre a ideia de um segundo mandato para Sartori.
    Reportagem do editor deste Blog publicada na Folha nesta segunda-feira (5/8) revela que Sartori enviou mensagem pela internet a magistrados, na última sexta-feira, dizendo que “ainda não é o momento para a discussão, diante da divergência e do relativamente extenso período que ainda falta para terminar meu mandato”. As eleições serão realizadas em dezembro.
    A reeleição é proibida por lei federal, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal abriu a possibilidade de nova interpretação.
    Na próxima sessão, o colegiado discutirá minuta de resolução que disciplina as eleições para direção e cúpula do tribunal. Deverão surgir propostas para mudar o regimento interno, permitindo ampliar o número de “elegíveis”. Hoje, só podem disputar os desembargadores mais antigos.
    Folha – Ao retirar da pauta a proposta de reeleição, é definitiva a decisão de não disputar um segundo mandato?
    Ivan Sartori – Entendo que a reeleição deve ficar para o final do mandato, quando de eventual inscrição minha para concorrer à Presidência. Esse tema é polêmico e não quero que tumultue a gestão, que é muito mais importante.
    Onde há maior resistência a um segundo mandato?
    Sartori – Calcula-se que mais de 200 [dos 352 desembargadores do TJ] estão a favor da reeleição. Muitos dos que preferiram não assinar a lista a favor, se manifestam em prol da reeleição. Mas, o Órgão Especial está dividido.
    Em que medida a reeleição é vista como “mudança das regras no meio do jogo”?
    Sartori – Todo ano, sai uma resolução cuidando das eleições para os cargos de cúpula e de direção. O Regimento é omisso, porque nunca se soube bem como deve ser essa eleição. Sendo assim, não há que se falar em alteração das “regras do jogo”.
    Qual foi o resultado da consulta da Apamagis [Associação Paulista de Magistrados], que ouviu os juízes associados sobre a hipótese de reeleição?
    Sartori – Mais de 90% a favor da reeleição.
    Alguns magistrados veem as manifestações de apoio de servidores, realizadas no tribunal, como uma instrumentalização com objetivos eleitorais.
    Sartori - A manifestação dos servidores foi espontânea. Não houve qualquer provocação de quem quer que seja da Presidência ou magistrado. Portanto, não há o que criticar.
    O sr. decidiu se aceitará o convite do juiz Roberto Bacellar, candidato da situação à presidência da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), para disputar a vice-presidência na chapa da situação?
    Sartori – Apoio o Bacellar, mas não pretendo participar ativamente da eleição na AMB. Há muito o que fazer aqui pelo Poder Judiciário. Trata-se de administração altamente complexa e que toma todo o meu tempo.

    4.7.13

    SArtori e reeleição

    Do EStadaõ

    Presidente do TJ-SP admite que é candidato à reeleição

    04 de julho de 2013 | 9h 33

    FERNANDO GALLO - Agência Estado
    O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, admitiu ontem, 3, pela primeira vez, que é candidato à reeleição. Ao ser questionado pela reportagem sobre o apoio que vem recebendo dos servidores do Judiciário, e indagado se essa situação o estimula a buscar a recondução ao posto de mandatário da corte estadual, ele disse, por meio de sua assessoria de imprensa: "A reeleição, por mais um mandato, faz parte do projeto da Presidência para o desenvolvimento dos muitos projetos já iniciados."
    O desembargador fez uma ressalva, também por meio de assessores de imprensa do tribunal: "A reeleição, entretanto, dependerá de decisão do Órgão Especial do TJ-SP e o presidente Sartori acatará o decidido."
    O Órgão Especial aloja a cúpula da instituição, formado pelos 12 desembargadores mais antigos, 12 eleitos e o próprio presidente. Qualquer alteração no modelo eleitoral da corte deve passar pelo crivo do colegiado. Magistrados que repudiam a reeleição alertam que a Lei Orgânica da toga veta novo mandato para cargos diretivos.
    Sartori ocupa a presidência desde janeiro de 2012. Seu mandato termina em dezembro, quando haverá nova eleição.
    Nos últimos dias, Sartori vem propagandeando, no site do Tribunal, o apoio dos servidores à sua gestão. Na última segunda-feira, 1º, numeroso grupo de funcionários foi ao Palácio da Justiça, no centro paulistano, para declarar apoio ao presidente e entregar um inédito abaixo assinado com 40 mil adesões.
    Os servidores, que são 50 mil em todo o Estado, não votam - só têm a prerrogativa os desembargadores, que são 355. Os funcionários, porém, se dizem satisfeitos com a administração Sartori. No site do TJ foi divulgado o momento festivo na corte de Sartori. A notícia publicada terça-feira, 2, tem um link para uma placa que o presidente da corte recebeu dos servidores. Nela, os servidores chamam Sartori de "homem visionário" e declaram que seus "corações estão cheios" de gratidão.
    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.