24.3.12

Fosse em outros tempos, já tinha até CPI

Do blog do Fred (Interesse Público)


Demóstenes: Senadores cobram investigação

Senadores de diversos partidos cobraram nesta sexta-feira (23/3) investigações sobre as novas revelações em torno das relações do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar exploração ilegal de caça-níqueis em Goiás.
Segundo informa o repórter Evandro Éboli, na edição deste sábado (24/3) de “O Globo“, dois senadores que haviam se pronunciado em defesa de Demóstenes –Pedro Taques (PDT-MT) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)– entendem agora que as acusações são muito graves.
“Quero saber o que o procurador-geral fez ou vai fazer. No mérito, o caso é grave. Vou tomar providências na segunda-feira e conversar com Randolfe para avaliarmos se somamos outros fatos ao ofício que enviamos ao presidente José Sarney pedindo que ele acione a Procuradoria”, disse Taques.
“O fato é gravíssimo e lamentável. Por isso, a Procuradoria Geral da República não pode mais retardar”, disse Rodrigues.
Na véspera, o jornal carioca revelara que, segundo relatório reservado da Polícia Federal, Demóstenes teria pedido dinheiro e vazado informações oficiais para Carlinhos Cachoeira.
Segundo o jornal, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, contratado por Demóstenes, não quis comentar as informações, tendo pedido à PGR acesso às gravações.
O Globo” informa ainda que delegados da cúpula da Polícia Federal criticaram o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, por engavetar acusações contra Demóstenes e os deputados federais goianos Carlos Leréia (PSDB) e Sandes Júnior (PP).
Segundo um dos delegados ouvidos pelo jornal, não se sustenta a alegação de Gurgel de que estava esperando o resultado da Operação Monte Carlo para tomar providências. A operação só começou quase dois anos após o primeiro relatório chegar às mãos do procurador com as denúncias contra os parlamentares.
Em nota, a Procuradoria confirmou que recebeu os autos sobre o caso da Justiça Federal de Anápolis. Mas alegou que o processo ficou parado por uma “questão de estratégia”. “Como titular da ação penal, cabe ao Ministério Publico Federal definir os rumos da investigação”, diz a nota.

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