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17.5.13

As idas e vindas do STJ são um problema

E nisso todos perdem.

Do Lauro Jardim


6:01 \ Judiciário

Nova decisão do STJ autoriza Juizado de Pequenas Causas a executar multas superiores a quarenta salários mínimos

Nova decisão
Contrariando decisões anteriores, a Terceira Turma do STJ autorizou o Juizado de Pequenas Causas do Acre a executar uma multa de 80 000 reais contra a Lojas Marisa.
O valor ultrapassa os quarenta salários mínimos, que são o limite da competência dos juizados.
Mas, como o valor diz respeito a uma multa por descumprimento de decisão – e não efetivamente um valor a ser reparado ao vencedor da ação judicial – o STJ entendeu que a execução seria possível.
No caso, a Marisa não atendeu exigência do juizado, que determinou a suspensão de cobranças indevidas na fatura de cartões de crédito de seus clientes.
Foi fixada uma multa diária que chegou a 400 reais e, como a Marisa apelou contra a decisão e não cumpriu a determinação do juizado, o valor foi crescendo até chegar aos 80 000 reais.
Como há decisões contrárias sobre o tema no próprio STJ, o mais provável é que o assunto volte a ser discutido numa das Seções da Corte, que agem justamente quando há divergência de jurisprudência em suas Turmas.
Por Lauro Jardim

21.2.13

Fiquem de olho!!

Do Estadão


Detran faz mais de 700 mil notificações por multas em excesso ou gravíssimas

Na média, mais de um condutor por minuto foi notificado entre janeiro e novembro, 14% a mais do que o registrado no ano anterior

18 de fevereiro de 2013 | 2h 01
CAIO DO VALLE , EPITÁCIO PESSOA - O Estado de S.Paulo
O número de notificações expedidas pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) para motoristas que estouraram os 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou cometeram infração gravíssima subiu 14% em 2012. Foram 711.636 (mais de um por minuto), ante 621.771 dois anos atrás, um acréscimo de quase 90 mil alertas - os dados se referem ao período de janeiro a novembro de 2012.
O ator Arthur Berges, de 23 anos, dirige todos os dias pela cidade de São Paulo. Recebeu por volta de 30 multas nos últimos quatro anos, tendo a CNH suspensa em 2012. Mas não por infrações que ele considera arriscadas - ou seja, as que põem vidas em risco, entre as quais guiar acima do limite de velocidade. "O que me irrita é que vejo muita gente cometendo ações graves sem tomar multa."
Para justificar tantos pontos marcados em sua carteira - mais de 70 -, o jovem alega dificuldades para respeitar o rodízio e as vagas. "Trabalho em teatros distantes." Mas confessa que cometeu uma infração gravíssima (que rende 7 pontos na CNH), na região da Avenida Paulista: ultrapassagem sobre uma faixa dupla contínua.
As infrações de trânsito já o fizeram pagar mais de R$ 5 mil em multas. "Com esse dinheiro, daria para a gente ter ido viajar", comenta sua namorada, a atriz Louise Helene Schlemm, de 20 anos. Além do prejuízo financeiro, Berges conta que teve de encarar a suspensão da carteira por dois meses, além de fazer curso de reciclagem, que custa R$ 100.
Das nove infrações de trânsito mais autuadas pelo Detran-SP em 2012, quatro são de natureza gravíssima: andar com automóvel ou moto sem licenciamento, conduzir com CNH vencida há mais de 30 dias, dirigir sem CNH e pilotar motocicletas sem capacete ou roupa adequada. Embora tenha divulgado que essas são penalizações frequentes, o órgão não informou quantas multas foram aplicadas para cada uma.
Pena, recurso e suspensão. Segundo o Detran-SP, o prazo da pena é "variável" e "precede a cassação" da CNH, que "sempre ocorre pelo período de dois anos". Toda semana, publica-se a relação de motoristas paulistas que correm o risco de ter a CNH suspensa no Diário Oficial do Estado. O órgão informa ainda que, depois de receber a notificação, o motorista tem 30 dias para recorrer e apresentar a sua defesa. Se os recursos forem negados, o condutor fica em situação irregular e deve entregar a carteira no Detran-SP.
Para Jaime Waisman, doutor em Engenharia de Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), o aumento de notificações emitidas revela um maior desrespeito às normas de tráfego no Estado. "O que teria de ser feito é uma intensificação da fiscalização de trânsito de uma forma geral, para coibir as práticas irregulares."

20.4.11

É a cultura da infração, sim!

Acabo de receber o texto abaixo enviado pelo subscritor. Meu nome aparece no expediente de um site famoso, razão pela qual acabo recebendo muitos textos destinados a publicação. Estou copiando este porque concordo plenamente com seu teor. Temos a cultura da infração e seria necessária uma fiscalização bem maior. Por mim, podem colocar radares fotográficos a cada 100 metros nas marginais. Tem muita gente dirigindo com o pé no fundo, abusando da segurança da coletividade e expondo todos a muito perigo.


Indústria da multa ou cultura da infração?

Frequentemente ouvimos  de amigos e parentes que existe uma indústria da multa na cidade de São Paulo. Pessoas reclamam de radares, dos marronzinhos, do policiamento de trânsito,  dizendo que a cidade só sabe multar e multar.

Realmente os números impressionam,  em 2010 a CET (Companhia de Engenharia de Trafego) emitiu mais de 6,9 milhões multas de trânsito. A cidade conta com 2.450 agentes da CET e 547 radares. De acordo com o balancete anual do FMDT (Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito), o total de arrecadação em 2010 foi superior de R$ 580 milhões.

Estes números poderiam ser utilizados como argumento por qualquer cidadão para comprovar a existência da indústria da multa na cidade, mas os números podem enganar. Imagine uma cidade com 17 mil quilômetros de vias, 7 milhões de veículos licenciados, sem considerar os que circulam na cidade com origem em outros municípios e estados.
Se fizermos as contas por cima, chegaremos à conclusão  que foi emitido menos de uma multa por veículo em todo o ano, mas a nossa experiência diária de motorista sabe, é praticamente impossível que cada veículo cometa apenas uma infração no trânsito por ano, pois vemos infrações a todo momento, em qualquer lugar.

Diante de tantas barbeiragens que vemos no trânsito, quem não se pergunta pelo menos uma vez ao dia, “Cadê a CET que não vê isso?”. Ao contrário das bravatas e tentativas de recursos de alguns que são autuados, o que vemos é o hábito de se sentir melhor que outro, ganhar vantagem,  chegar primeiro a qualquer custo. Sentimos no volante que a educação dos nossos iguais no trânsito é assustadoramente  esumana,  e concordamos  que muito mais infrações são cometidas do que flagradas.

Chico Macena

Vereador de São Paulo pelo PT
Vice Presidente da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo
foi presidente da CET e administrador regional de Vila Prudente / Sapopemba
www.chicomacena.com.br