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15.5.13

Ele não vai esperar a expulsória. Sai bem antes

Do blog do Fred.
O título acima é palpite meu. Mas já encontrei gente que concorda comigo.


Ministro “sente-se numa luta solitária” e diante de “tentativas de intimidação”.


O “Valor Econômico” publica reportagem nesta quarta-feira (15/5) revelando as preocupações do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, com a hipótese de o processo do mensalão voltar à estaca zero.
Segundo o jornal, “Barbosa sente-se numa luta solitária e até mesmo ameaçado com o que parecem tentativas de intimidação, como um carro preto, sempre com quatro ou cinco passageiros homens, que fica dando voltas em torno de sua residência”.
“Barbosa se considera isolado”, afirma o “Valor“.
O texto identifica o presidente do STF como “um juiz de comportamento republicano”.
“Recentemente recebeu pedido de audiência do advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula e defensor dos dirigentes do Banco Rural no caso do mensalão. Barbosa decidiu conceder a audiência, marcada para segunda-feira, mas notificou a outra parte na ação contra o mensalão: o procurador da República”.
A reportagem afirma que Barbosa rejeita a ideia de candidatar-se a presidente da República.
“A auxiliares já disse, em mais de uma ocasião, não ter ‘estômago’ para a política. Aos 58 anos, ele ainda tem 12 anos no Supremo, até atingir a idade para a aposentadoria compulsória”.

3.6.08

Expulsória

Renato Nalini, desembargador, escreve artigo no seu blog (link acima) para sustentar que a expulsória deve ter seu limite aumentado. Artigo interessante.
Deixei nele o seguinte comentário:
Nalini
Egoístas são os jovens, então? Sei... Citar Miguel Reale, que teve a ventura extraordinária de viver até quase cem anos de idade com lucidez é possível. Mas vou citar aquele ministro do STJ, paulista, escorpiano, que, infelizmente, completou os 70 anos e entrou na expulsória numa cama de hospital e morreu uma semana depois. E aquele outro ministro do STJ, paulista também, que morreu precocemente, este ano (se não me falha a memória) de complicações decorrentes de cirurgia. O primeiro começou sua carreira em Marília. O segundo começou em Araraquara. (Guardo isso de cabeça porque morei nessas duas cidades). E aquele psiquiatra, sobrenome Del Nero (seria filho do desembargador?), com doutorado, quatro filhos, que morreu de infarto fulminante, antes dos 50? Ocorreu outro dia. Na mesma semana, Wander Taffo, guitarrista, infarto fulminante também, 50 e poucos anos. Não são todos, portanto, que são agraciados com a felicidade de Miguel Reale.