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20.1.15

O apagão de ontem - uma análise

Da corretora Empiricus


01:02 - Apagão: o que nos resta
O que aconteceu ontem no sistema elétrico nacional foi, grosso modo, um problema típico de oferta e demanda.
O sistema não suportou o pico de demanda registrado à tarde, levando o ONS (Operador Nacional do Sistema) a solicitar o corte no fornecimento. 
Resultado?
Blecaute preventivo, para evitar problemas maiores. Se a ONS não tomasse essa atitude ontem, poderíamos ter um colapso geral do sistema.
Mas há atitudes que poderiam ter sido tomadas há muito tempo... E há boas chances do que houve ontem se repetir, dado que a oferta de energia só deve aumentar no meio do ano, com entrada de novas usinas.
As térmicas já estão gerando a todo vapor, e os reservatórios continuam em queda. 
O último documento da ONS reduziu a expectativa de chuvas de 65% para 54% da média histórica. Ainda assim, da mesma forma que não agiu lá atrás arrumando o setor elétrico brasileiro (incentivos corretos para consumidores, planejamento e acompanhamento rigoroso da expansão da capacidade instalada), o governo deixará a decisão necessária para os 45 do segundo tempo, e não decretará racionamento até o fim da estação chuvosa.
Hoje o que nos resta é a fé em São Pedro. 

18.11.14

Secura

Do Lauro Jardim, que escreve na Veja, mas usa  DADOS OFICIAIS

8:21 \ Brasil

Secura extrema

reservatorio
Cada vez menos água
De acordo com dados do próprio governo, até domingo os níveis de armazenamento dosreservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% de toda a energia consumida no Brasil, estão com somente 16,6%.
Para que os leitores tenham uma ideia precisa da gravidade da situação, no início do mês, esse percentual era de 19% e há uma semana, era de 17,3%. Ou seja, em somente quinze dias, os níveis baixaram 2,43%.
Ressalte-se que, pelo calendário, o Brasil já está no período chuvoso. No entanto, esse índice está 6,5% abaixo daquele observado em pleno racionamento em 30 de novembro de 2001, mesmo estando todas as termelétricas acionadas e sendo responsáveis por 27% de toda energia consumida no país.

5.11.14

O apagão vem aí

Da folha de hoje

Verão pode trazer 'corte seletivo' de luz

Para garantir que usinas estejam preparadas para pico de demanda, energia seria cortada durante madrugadas
ONS fez alerta ao setor em reunião na última 5ª; para evitar medida, nível de reservatórios tem que chegar a 30%
MACHADO DA COSTADE SÃO PAULOO Operador Nacional do Sistema (ONS) avisou na quinta-feira (30) a distribuidores e geradores que há risco de serem necessários cortes seletivos de energia para garantir o fornecimento durante os horários de pico, entre janeiro e fevereiro, quando há forte aumento no consumo de eletricidade.
Para manter os reservatórios em nível seguro e evitar apagões nos horários de pico, as usinas deixariam de fornecer energia de madrugada. Os cortes afetariam grandes centros urbanos do Sudeste, como Rio, São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Vitória.
A medida pode ser necessária se as chuvas não forem suficientes para elevar os reservatórios ao nível de 30% em janeiro. Atualmente eles estão em 18,27%. No ano passado, neste período, estavam com 41,62% da capacidade.
Durante reunião do Programa Mensal de Operação (PMO), Francisco José Arteiro de Oliveira, diretor de Planejamento e Programação da Operação do ONS, afirmou que o órgão precisaria operar as usinas hidrelétricas de forma a prepará-las para os horários com maior demanda.
Para evitar quedas inesperadas do sistema, o ONS cortaria seletivamente parte do fornecimento na madrugada. Isso permite o aumento do volume de água nas represas.
EM 2001
A operação seria semelhante à planejada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso em 2001, quando os reservatórios encontravam-se em nível superior ao atual.
Em novembro daque- le ano, o nível médio dos reservatórios do Sudeste estava em 23,04%.
Em 2001, esse plano foi evitado por fortes precipitações entre novembro e dezembro, mas o governo não escapou de decretar o racionamento no ano seguinte.
Isso porque, diferentemente do que ocorre hoje, as térmicas não complementavam a base do sistema elétrico.
Procurado, o ONS não se pronunciou, mas sua assessoria confirmou que o alerta foi dado na reunião.
O órgão espera um crescimento da demanda de energia da ordem de 5% em fevereiro, mês no qual são registradas as maiores demandas.
Em 6 de fevereiro 2014, foi registrada a máxima histórica de consumo: no Sudeste, a demanda atingiu pico de 51.261 MW. Como comparação, no domingo (2), último dado disponível, o consumo atingiu 38.542 MW.
Folha apurou que o órgão vem avisando o setor durante as reuniões há três meses e que sua preocupação aumentou recentemente.
O ONS, porém, espera que ocorra um período chuvoso com volume normal de precipitações a partir da segunda quinzena deste mês, o que seria suficiente para atingir um nível seguro de operação dos reservatórios.
A perspectiva é embasada por institutos meteorológicos contratados pelo operador, segundo o órgão.
Caso em abril de 2015 as reservas hídricas do Sudeste alcancem nível próximo de 40%, o racionamento deverá ser descartado pelo ONS.

    9.9.14

    A vida é dura

    Do Lauro Jardim

    8:21 \ Economia

    Caras, poluentes, mas obrigatórias

    A todo vapor
    A todo vapor
    Em pleno feriado de 7 de setembro, dia em que foi registrado o quarto consumo de energia mais baixo do ano, as térmicas mais uma vez salvaram a lavoura. Nada menos do que 32% de toda a energia consumida foi produzida pelas caras e poluentes usinas termelétricas. Sem elas,  porém, não tinha conversa – era apagão na certa.
    Por Lauro Jardim

    8.1.13

    O governo Dilma, assim como FHC, só vai acordar quando for em cima da hora


    13:21 \ Brasil

    Em queda

    Reservatório no Sudeste: mais vazio
    Notícia ruim: os niveis dos reservatórios dos subsistemas do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte continuam caindo. De acordo com dados oficiais, ontem estavam mais baixos do que na sexta-feira.
    Notícia boa: somente os reservatórios do subsistema Sul estão tendo um pequeno acréscimo.
    Agora, o brasileiro precisa acompanhar, queira ou não, os níveis dos reservatórios.
    Por Lauro Jardim