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20.1.15

O apagão de ontem - uma análise

Da corretora Empiricus


01:02 - Apagão: o que nos resta
O que aconteceu ontem no sistema elétrico nacional foi, grosso modo, um problema típico de oferta e demanda.
O sistema não suportou o pico de demanda registrado à tarde, levando o ONS (Operador Nacional do Sistema) a solicitar o corte no fornecimento. 
Resultado?
Blecaute preventivo, para evitar problemas maiores. Se a ONS não tomasse essa atitude ontem, poderíamos ter um colapso geral do sistema.
Mas há atitudes que poderiam ter sido tomadas há muito tempo... E há boas chances do que houve ontem se repetir, dado que a oferta de energia só deve aumentar no meio do ano, com entrada de novas usinas.
As térmicas já estão gerando a todo vapor, e os reservatórios continuam em queda. 
O último documento da ONS reduziu a expectativa de chuvas de 65% para 54% da média histórica. Ainda assim, da mesma forma que não agiu lá atrás arrumando o setor elétrico brasileiro (incentivos corretos para consumidores, planejamento e acompanhamento rigoroso da expansão da capacidade instalada), o governo deixará a decisão necessária para os 45 do segundo tempo, e não decretará racionamento até o fim da estação chuvosa.
Hoje o que nos resta é a fé em São Pedro. 

19.1.15

Vem aí o racionamento....

Do Lauro Jardim

17:25 \ Brasil

Tendência seca

Reservatório: secura quase total
Reservatório: secura quase total
O Operador Nacional do sistema Elétrico (ONS) pediu que as distribuidoras reduzissem a entrega de energia e deu-se o apagão.
É uma consequência direta dos níveis dos reservatórios, que continuam baixando em pleno período chuvoso.
Diz um relatório do ONS:
- Em relação à previsão de fechamento da média de afluências para o mês de janeiro, está se caracterizando para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste como as piores médias de todo o histórico.
Assim, o custo do o custo do megawatt-hora (MWh) das termelétricas passou para astronômicos 1 402,96 reais o/MWh – um aumento de 53% em relação à semana passada e 165% a mais do que o valor da primeira semana do ano.
Por Lauro Jardim

17.12.14

O problema elétrico

Do Lauro Jardim

13:29 \ Brasil

O bilionário abacaxi elétrico

Quem continua salvando o sistema elétrico do apagão – ou seja, da falta de luz na sua casa, no seu trabalho, na iluminação pública etc. – são as (caras e poluentes) termelétricas. Em dezembro, em pleno período de chuvas, portanto, ocorreram sete dos dez maiores recordes de acionamento das termelétricas.
Esse acionamento já custou ao país 18,7 bilhões de reais até setembro. Mas faltam ainda 9 bilhões de reais relativos ao último trimestre do ano.
Que abacaxi, hein, Joaquim Levy?…
Por Lauro Jardim

10.12.14

Durante a campanha Dilma negava qualquer "tarifaço"

Mas ele viria...
Da Folha

Novo rombo vai para conta de luz em janeiro

Parte do buraco de R$ 3 bi será coberta por meio do aumento da tarifa do consumidor no início do ano que vem
Governo vai usar o novo mecanismo da bandeira tarifária para antecipar o repasse do deficit do último bimestre de 2014
JÚLIA BORBADE BRASÍLIA
A solução que está sendo costurada pelo governo para cobrir o novo buraco bilionário do setor elétrico, estimado em R$ 3 bilhões, inclui um aumento de tarifas para o consumidor no curto prazo.
A ideia, segundo o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Romeu Rufino, é fazer uso do dinheiro extra que será recolhido dos consumidores por meio de uma nova ferramenta, a bandeira tarifária, para cobrir parcialmente gastos das distribuidoras em aberto.
Na prática, o governo usará uma receita que seria direcionada a novas despesas para cobrir uma dívida antiga.
A pendência equivale ao gasto das distribuidoras com a compra extra de energia em novembro e neste mês. A operação foi necessária para manter o atendimento dos consumidores, já que os contratos atuais não seriam suficientes.
Em outras palavras, se essas elétricas não recorressem ao mercado de curto prazo e comprassem eletricidade mais cara, seus consumidores deixariam de ser atendidos.
O preço da energia no curto prazo está alto em razão da seca, que afetou o abastecimento das hidrelétricas, forçando um uso mais intensivo das usinas termelétricas, que são mais caras.
A dívida das distribuidoras terá de ser quitada em janeiro e fevereiro. A data coincide com o início da vigência das bandeiras tarifárias, criadas para que o preço ao consumidor possa ser acrescido mensalmente de acordo com os custos correntes para atendimento da população.
Assim, a cada mês em que as térmicas estiverem sendo usadas em larga escala, o consumidor verá uma indicação de bandeira vermelha ou amarela na fatura --que determinará o reajuste.
Segundo a Aneel, nos meses em que essas bandeiras estiverem vermelhas em todo país, a arrecadação das distribuidoras será R$ 800 milhões superior --o que daria R$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre.
Caberia então ao governo encontrar uma solução para equacionar o restante da dívida, de R$ 1,4 bilhão.
A questão é que, adotando essa saída, as despesas adicionais com as térmicas de janeiro e fevereiro não serão abatidas pelos recolhimentos adicionais mensais, como planejado inicialmente. O aumento do custo nos primeiros meses teria de ser repassado à frente, na época do reajuste tarifário, como feito hoje.
As tarifas devem ter o impacto, ainda, de empréstimo de R$ 17,8 bilhões tomado pelas distribuidoras para fechar suas contas (com previsão de repasse em 2015 e 2016) e de pagamento de quase R$ 10 bilhões coberto pelo Tesouro e que deveria ir para a conta em cinco anos a partir de 2014.

8.12.14

Não vai faltar?

Do Lauro Jardim

7:21 \ Brasil

No limite

Termelétricas em ação
Termelétricas em ação
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico praticamente desdenha qualquer possibilidade de faltar energia em 2015. De acordo com o comitê,  “o risco de qualquer déficit de energia em 2015, nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste é de 4,2% e 0,3%, respectivamente”
Enquanto isso, na sexta-feira passada, foi registrado o recorde histórico de utilização de energia térmica no Brasil: 17 156 megawatts. O recorde anterior havia sido em 24 de novembro, quando foram acionados 17 068 MW.
O que é mais preocupante no recorde de sexta-feira é que do total de 22 112 MW de capacidade instalada, havia 17 362 MW efetivamente disponíveis, pois 4 750 MW estavam em manutenção. Ou seja, a sobra de segurança foi de somente 206 MW.
Por Lauro Jardim

30.10.14

Racionamento chegando

Do Lauro Jardim

16:51 \ Brasil

Nível de racionamento

Reservatório no Sudeste: mais vazio
Reservatório no Sudeste: mais vazio
Os níveis dos reservatórios que abastecem as hidrelétricas continuam baixando perigosamente.
Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, estão 2,2% abaixo do verificado em 31 de outubro de 2001, em pleno racionamento da era FHC.
No Sul, os reservatórios estão 9,6% mais baixos também em comparação a 31 de outubro de 2001.
Ah, se não fosse a estagnação da economia e as termelétricas, responsáveis por 27% de toda a energia consumida do Brasil… Estaríamos todos no escuro.
Por Lauro Jardim

9.9.14

A vida é dura

Do Lauro Jardim

8:21 \ Economia

Caras, poluentes, mas obrigatórias

A todo vapor
A todo vapor
Em pleno feriado de 7 de setembro, dia em que foi registrado o quarto consumo de energia mais baixo do ano, as térmicas mais uma vez salvaram a lavoura. Nada menos do que 32% de toda a energia consumida foi produzida pelas caras e poluentes usinas termelétricas. Sem elas,  porém, não tinha conversa – era apagão na certa.
Por Lauro Jardim