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9.10.13

Tem que endurecer

Da Folha de hoje, 9/10/13

SP endurece contra protestos, cria força-tarefa e libera bala de borracha
Grupo de delegados e promotores pretende denunciar presos por crime de formação de quadrilha
Casal foi detido e acusado por delegado com base na Lei de Segurança Nacional, do período militar
DE SÃO PAULODO RIOUm dia após um dos mais violentos protestos desde junho, que acabou em confronto e depredação, o governo de São Paulo decidiu endurecer com a justificativa de impedir violência e vandalismo.
Ele autorizou a PM a usar balas de borracha nas manifestações e criou uma força-tarefa com a orientação de denunciar os envolvidos pelo crime de formação de quadrilha.
O uso de balas de borracha havia sido abolido há mais de três meses, após manifestantes e jornalistas serem feridos.
A nova decisão foi anunciada pelo secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, e pelo procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa.
No protesto de anteontem, a PM não conseguiu conter as ações de vandalismo de adeptos da tática "black bloc" (com depredação de bancos, lojas e um carro da polícia).
Grella e Rosa anunciaram que uma força-tarefa formada por promotores, delegados e PMs foi criada para identificar, atuar e prender os envolvidos em ações de dano ao patrimônio nos protestos.
Todos os flagrantes desse grupo vão compor uma investigação única que tem como objetivo endurecer as ações contra os vândalos, que poderão ser denunciados por formação de quadrilha --que dificulta a liberação de presos. Embora não seja inédito, agora é recomendação oficial.
"Esse grupo tem como missão impedir que uma minoria de baderneiros atrapalhe o livre direito democrático de manifestação", disse Grella.
No protesto de anteontem, em apoio aos professores grevistas do Rio, 14 pessoas foram detidas. Hoje a capital deve ter um novo ato, de estudantes da USP e Unicamp, no fim da tarde, na av. Paulista.
Entre os detidos anteontem há um caso até então inédito nos protestos desde junho. Suspeito de danificar um carro policial, um casal foi preso com base na Lei de Segurança Nacional, usada com frequência no regime militar.
Segundo Grella, porém, essa foi uma decisão do delegado, que tem autonomia, sem ser uma orientação do Estado.
Antes do anúncio das novas medidas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que os protestos de anteontem "passaram do limite". Sete pessoas ficaram feridas, quatro delas policiais. Um PM foi atingido e pode ficar cego.
No Rio, os presos por vandalismo, segundo a Rede Globo, poderão ser enquadrados na nova lei de organização criminosa, que prevê pena de até oito anos. Mas a ideia da cúpula da PM é evitar os confrontos contra os "black blocs" (ela reforçou a proibição de balas de borracha).

    31.1.13

    Condenações na morte da juíza

    Do Conjur


    MORTE DA JUÍZA

    Três são condendos pelo assassinato de Patrícia Acioli

    Os policiais militares Jefferson de Araújo Miranda, Jovanis Falcão Júnior e Junior Cezar de Medeiros foram considerados culpados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, em agosto de 2011, no Rio de Janeiro. Os três estão entre os 11 réus na Ação Penal que tratou do caso da juíza. Foram condenados, respectivamente, a 26, 25 e 22 anos de prisão, em regime fechado. As informações são do UOL.
    Eles eram acusados de homicídio qualificado e formação de quadrilha. Na sentença, o juiz Peterson Barroso Simão disse que "a barbárie não é fruto para ser espalhado em solo fluminense nem nacional", e que "a população não suporta mais a banalização da violência". De acordo com Simão, "a vitória não deve ser sobre o inimigo, mas sobre o próprio ódio".
    No dia 4 de dezembro, o cabo da PM Sérgio Costa Junior, também acusado pelo homicídio de Patrícia Acioli, foi condenado a 21 anos de prisão. Sua pena, no entanto, foi reduzida por conta do instituto da delação premiada, em que denuncia comparsas em troca de atenuação de pena. Seu depoimento, segundo o UOL, foi considerado fundamental para a apuração do caso.
    Costa Júnior havia sido condenado a 29 anos de prisão, com atenuante de um ano pela confissão e de um terço da pena resultante pela delação premiada, resultando em 18 anos.

    22.1.13

    Esse tipo de coisa tem que acabar. É intolerável!!

    Do G1.


    PMs de SP são acusados de montar farsa para encobrir morte de inocentes

    Segundo investigações, 5 PMs forjaram pedido de reforços após execução de César Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos.

    Um policial chama o Copom, a Central de Atendimento da PM de São Paulo, e diz que bandidos estão em fuga. De repente, ouve-se um estampido. Parece real. Mas, segundo as investigações, foi uma farsa montada por cinco PMs para encobrir um crime, a execução de dois jovens inocentes: o tecelão César Dias de Oliveira e o ajudante de mercado Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos.
    Esta semana, o Fantástico teve acesso à investigação completa do caso, que inclui o depoimento de duas testemunhas fundamentais.
    Repórter: Quem atirou nessa história?
    Testemunha: Polícia.
    Por causa de tudo o que sabem, agora elas fazem parte do Programa de Proteção a Testemunhas. “O que eu tenho que acrescentar é que eu temo pela minha vida”, diz uma delas.
    Com base nos depoimentos e nas investigações do departamento de homicídios da polícia civil, o Fantástico reconta como foi, de verdade, a ação da polícia.
    No começo da madrugada de domingo, 1º de julho de 2012, no bairro Rio Pequeno, Zona Oeste da Capital Paulista, um dependente de drogas foi abordado na rua por PMs. Por ter antecedentes criminais, andava com alvará de liberdade provisória no bolso. Tinha acabado de comprar cinco pedras de crack em um ponto de drogas.
    “Pediram para eu retornar com eles ao local. Falaram que iriam me prejudicar”, diz a testemunha.
    Ele diz que foi levado até um batalhão, em Osasco. No quartel, três policiais mandaram que ele indicasse onde era o ponto de drogas. E então foram todos para lá, em um carro vermelho. Os PMs estavam à paisana.
    “Parecia ser um carro particular. Tinha roupas dentro”, diz a testemunha.
    Segundo a testemunha, ao chegar ao local e encontrar os traficantes, os três PMs atiraram: “Tinha um cara em pé, com uma pistola na mão. Os policiais sacaram as armas e começaram a atirar. E esses caras correram todos”.
    A testemunha diz que, na sequência,  os policiais entraram no carro vermelho e o levaram junto. Perto do ponto de drogas, avistaram uma moto, com dois rapazes de capacete. Eram César e Ricardo, que não tinham nada a ver com a história.
    Os PMs pediram reforço. “Chamaram a outra viatura, que era a viatura que tinha me abordado, mandando seguir a moto”, revela a testemunha.
    Os amigos César e Ricardo moravam a 30 quilômetros de distância dali, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo.
    Segundo a família, César estava no bairro Rio Pequeno porque tinha ido à casa de um primo, terminar uma tatuagem.
    “Meu filho era digno, decente. Ele jamais faria uma coisa errada”, garante Daniel de Oliveira, pai de César. 

    César, um fanático por histórias em quadrinhos e desenhos animados japoneses, dirigia a moto, comprada recentemente. Ricardo estava na garupa.
    De acordo com as testemunhas, os policiais militares cruzaram com os rapazes a cerca de um quilômetro do ponto de venda de drogas, ainda em São Paulo.
    Segundo as investigações, às 2h40, os PMs atiraram nos dois rapazes que desciam a rua de moto. A testemunha conta que os três policiais que estavam no carro vermelho, voltando do ponto de drogas e vestidos à paisana, chegaram em seguida.

    “Eles tiraram aquela roupa que eles estavam e colocaram as fardas”, diz a testemunha .
    Os tiros foram até de metralhadora, sem nenhuma abordagem anterior e sem nenhuma reação dos jovens, dizem as testemunhas.
    “Pegaram o que estava dirigindo e ele ficou gritando: ‘socorro, várias vezes. Não me mata, não me mata’”, diz uma testemunha.
    Os PMs acusados da execução são os soldados Cringer Prota, Denis Martinez e Raphael de Arruda; o sargento Marcelo Oliveira; e o aspirante a oficial Rafael Salviano, que chefiava a equipe.
    “Essa operação foi feita fora da área de atuação deles. Ingressaram numa operação sem nenhuma informação. Não havia a menor suspeita de que aquelas pessoas poderiam ser os traficantes que eles trocaram tiros anteriormente”, diz o promotor de Justiça José Carlos Cosenzo.
    Na época, os policiais alegaram que foi resistência seguida de morte. Os rapazes teriam atirado primeiro.
    O eletricista Daniel, pai de César, nunca acreditou nessa versão. “Ele nunca teve arma, nem de brinquedo. Ele não gostava de violência”, garante.
    Durante 27 dias, o pai de César esteve na região em que o filho dele e o amigo foram mortos. Inconformado com a versão da polícia, ele fez o papel de investigador: levantou provas e conseguiu convencer uma testemunha a prestar um depoimento: a mulher que disse ter visto César implorando para não ser morto.
    Ela fez outra denúncia grave. A principal testemunha do caso conta que viu os policiais fazendo uma encenação. Pelo rádio, diziam à central da PM que estavam no meio de um tiroteio. Mas, segundo a testemunha, tudo era mentira. Os rapazes já tinham sido baleados e os policiais davam tiros para o alto, na tentativa de enganar o comando da PM.
    “Tipo uma manipulação: ‘a gente está perseguindo, a gente está numa ocorrência’. E dando tiro para o alto”, lembra.
    As investigações indicam que os PMs ainda deixaram uma arma perto da moto de César, para simular que era dos rapazes. “Em nenhum momento eles estavam com a arma”, diz a testemunha.
    Os policiais levaram os dois inocentes, ainda com vida, para um hospital de Osasco. César em uma viatura, Ricardo em outra.
    Segundo o Ministério Público, ao analisar os dados do GPS, o monitoramento por satélite, os investigadores descobriram que o carro que estava socorrendo Ricardo parou no caminho.
    “Pararam 11 minutos em um local ermo e foi ai que essa pessoa foi fuzilada”, diz o promotor de Justiça.
    Ricardo morreu com três tiros, cerca de onze horas depois.  César levou cinco tiros e morreu após dar entrada no hospital.
    “Não foi uma operação desastrada, foi uma operação absolutamente criminosa”, afirma o promotor de Justiça.
    Este mês, Fernando Grella, o novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, anunciou uma medida que teve muito repercussão: agora, em casos como lesão corporal grave e homicídio, inclusive os que envolvem confronto policial, policiais civis e militares do estado não podem mais socorrer as vítimas. Devem chamar o resgate, o Samu ou o serviço local de emergência.
    “O risco de a pessoa morrer antes de chegar o socorro existe em qualquer condição. A finalidade dessa resolução é fazer com que a pessoa gravemente ferida tenha um atendimento de qualidade e permitir que o policial também preserve o local”, diz o secretário.
    A medida também pode ajudar a inibir futuras ações criminosas, encenações, cometidas por policiais. “Ela acaba evitando também essas ocorrências que, por vezes, infelizmente, nós temos notícia”, destaca o secretária.
    O então chefe da equipe acusada de envolvimento na execução de César e Ricardo responde em liberdade. Hoje, Rafael Salviano não é mais aspirante. Passou a tenente, e alega inocência.
    “Ele não sabe o que aconteceu. Ele chega no local onde aconteceu essa troca de tiros depois do fato acabado”, afirma Daniel Bialski, advogado de Rafael Salviano.
    Os outros quatro policiais estão presos. O advogado deles diz que as testemunhas mostradas na reportagem mentiram e que os PMs mantêm a versão de que os jovens mortos atiraram primeiro.

    Para a defesa, não tem lógica a acusação contra os policiais. “Não teriam feito ali. Porque, se a gente admite a tese da execução, então, nós temos que pensar o quanto eles foram incompetentes, burros, na acepção do termo, de executar dois jovens em uma das principais avenidas daquele bairro”, declara Ivon Ribeiro, advogado dos policiais.
    O eletricista Daniel, o pai que ajudou a investigar a morte do filho, fez uma tatuagem, em que chama césar de "Meu herói".
    “Foram tirados os elementos da rua, que não tinham condições de estar fardados. Nisso aí, eu me sinto aliviado. Mas a dor aqui dentro, pela morte dele, continua a mesma, não alivia”, lamenta.

    11.12.12

    Violência em Osasco

    Do Jornal Diário da Região.

    Atualizado em 11/12/2012
    Ataques no fim de semana deixam mais 4 mortos em Osasco

    Ataques no Jardim Cipava, Jaguaribe, Vila Yolanda e Vila Osasco também deixaram 3 feridos, entre o fim da tarde de sexta-feira e a madrugada de domingo 
    Juliana Oliveira
    (policia@webdiario.com.br)

    A onda de violência continua varrendo Osasco. Desta vez, quatro pessoas morreram e outras três ficaram feridas à bala em quatro ataques que aconteceram entre o final da tarde de sexta-feira, dia 7, e a madrugada de domingo, dia 9. As ações ocorreram em pontos diferentes da cidade, nos bairros do Jardim Cipava, Jaguaribe, Vila Yolanda e Vila Osasco.

    De acordo com a polícia, das 7 vítimas, apenas uma não apresentava antecedentes criminais. E um fator diferenciou essa série de ocorrências das anteriores. Desta vez, os ataques tiveram início à tarde, ainda à luz do dia.

    O primeiro deles teve como vítima fatal um jovem de 25 anos, que foi assassinado em frente a um bar na Avenida Cásper Líbero, no bairro Vila Osasco. Conhecido como Cacá, ele foi alvejado com tiros de calibre 145. Segundo o policial que atendeu a ocorrência, um carro preto com três indivíduos parou em frente ao bar e um dos ocupantes desceu e fez os disparos. Cacá tinha passagens pela polícia por estelionato, tentativa de homicídio, tráfico de entorpecentes e roubo. Há cerca de 4 meses, ele havia sido atingido por 5 tiros, em ataque semelhante, mas conseguiu escapar. A polícia não descarta que o assassinato tenha sido provocado por um possível acerto de contas. O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Osasco.

    Já o segundo caso aconteceu por volta das 18 horas de sábado, 8, quando 4 jovens, entre 18 e 27 anos, conversavam na Praça dos Artistas, no Jardim Cipava, e foram alvejados por dois homens que passaram em uma motocicleta. Todos foram socorridos, mas um deles, conhecido como Jamanta, não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Até a tarde de ontem, as outras três vítimas continuavam internadas e uma delas teria ficado paraplégica.

    O terceiro ataque do fim de semana aconteceu na Vila Jaguaribe. Um homem foi baleado por volta das 23 horas. Ele foi socorrido, mas morreu no hospital. No momento do ataque, ele estava acompanhado por uma mulher, que não foi atingida.

    Além disso, na Vila Yolanda um outro homem foi baleado e morreu. Suspeitos em um carro pararam em frente a sua casa e alvejaram a vítima, que foi socorrida, mas também não resistiu aos ferimentos. 

    26.11.12

    Madrugada sangrenta

    Do Jornal Diário da Região

    Atualizado em 24/11/2012
    Em mais uma madrugada sangrenta onze são baleados em Osasco

    Quinze pessoas foram assassinadas e 23 ficaram feridas à bala durante a madrugada.Crimes ocorreram em São Paulo, São Bernardo, Diadema e Osasco 
    Da redação
    (policia@webdiario.com.br

    A capital de São Paulo, o ABC e a Grande SP registraram mais uma noite e madrugada violentas. Entre a noite de sábado (24) e a madrugada deste domingo (25), 15 pessoas foram assassinadas (14 delas a tiros e uma esfaqueada) e outras 23 acabaram feridas à bala nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Osasco. Segundo a Polícia Civil, que investiga os casos, a maioria deles teve características de execução, com homens em motos passando atirando contra pessoas que estavam em bares ou nas ruas.

    O número de mortes nesta madrugada é superior à média diária de assassinatos no mesmo mês do ano passado, que foi de 6,6 vítimas (veja tabela). Em meio à onda de violência que atinge o estado de São Paulo, tomou posse na quinta-feira o novo secretário Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira. Ele substitui Antonio Ferreira Pinto, que foi exonerado do cargo.



    Osasco


    Em Osasco, na Grande SP, 11 pessoas foram baleadas e quatro delas morreram numa chacina. Entre as vítimas estão pai e filho, um menino de 5 anos. Eles foram atingidos por volta das 4h deste domingo (25) no bairro Rochdale. As vítimas estavam em um bar, na esquina das ruas Manaus e Fortaleza. Quatro homens que estavam em duas motos pararam no local e efetuaram os disparos.


    São Bernardo do Campo

    
Em São Bernardo do Campo, no ABC, 5 pessoas foram mortas. Entre as vítimas fatais, quatro acabaram baleadas e uma foi esfaqueada entre sábado e domingo. Por volta das 22h de sábado, quatro homens em duas motos passaram atirando contra pessoas num bar na Estrada do Alvarenga. Sete pessoas foram baleadas, sendo que duas delas morreram.

    Perto das 23h10, quatro homens em duas motos também atiraram contra pessoas num bar na Rua Pedroso Horta. Três vítimas foram baleadas e uma delas morreu. O corpo foi encontrado na Estrada Eiji Kikuti. Quase no mesmo horário do caso acima, outras três pessoas foram baleadas em frente a um prédio na Rua Minas Gerais por quatro homens em duas motos. Já na madrugada deste domingo, por volta da 0h30, cinco pessoas foram baleadas na Rua Jânio Quadros. Um homem com capacete chegou a pé e atirou nas vítimas que conversavam na via.

    
Diadema


    Em Diadema, no ABC, três pessoas foram mortas a tiros depois da 0h deste domingo, no bairro de Vila Nogueira. Segundo a PM, dois homens armados que estavam a pé se aproximaram das vítimas e atiraram diversas vezes. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial da cidade.

    Perto das 19h de sábado (24), um bombeiro foi baleado em uma suposta tentativa de assalto num supermercado. Ele teria reagido contra dois criminosos que tentavam roubar o estabelecimento.

    Capital

    
Na cidade de São Paulo, dois suspeitos foram baleados e mortos por policiais militares por volta das 21h de sábado, na região de Aricanduva, Zona Leste. Um comparsa da dupla fugiu. O trio havia invadido uma casa disfarçado com roupas de funcionários de uma companhia elétrica onde anunciaram o assalto. A PM foi ao local e matou os suspeitos após suposta troca de tiros.

    No Grajaú, Zona Sul da capital paulista, uma pessoa foi baleada perto das 22h de sábado. A PM foi acionada por moradores que ouviram disparos de arma de fogo. A vítima foi encaminhada ao Hospital Geral do Grajaú. (com G1)

    2.9.12

    Um caso chocante e preocupante, que não pode cair no esquecimento


    Advogado executado tinha avisado que sofria ameaças

    29 de agosto de 2012 | 9h 50
    BRUNO PAES MANSO E WILLIAM CARDOSO - Agência Estado
    Assassinado com 14 tiros na última quinta-feira em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, o advogado Diego Luiz Berbare Bandeira avisou, em 19 de junho, durante uma reunião na Assembleia Legislativa na capital, que recebia ameaças de pessoas que se sentiam incomodadas com a sua atuação na Comissão de Direitos Humanos da subseção de seu município na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os alvos do defensor eram policiais civis e militares, diretores de presídio e autoridades em geral.
    O advogado foi assassinado por dois homens quando chegava em casa, no fim da tarde da última quinta-feira. Segundo depoimentos colhidos pela polícia, os bandidos estavam em uma moto, com capacete, e desapareceram após disparar contra a vítima.
    No vídeo gravado durante a reunião da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, o advogado apontou corrupção de funcionários e maus-tratos contra os presos do Centro de Detenção Provisória de Caraguatatuba. Também citou nominalmente policiais militares que forjariam flagrantes de tráfico de drogas e disse que era alvo de ameaças porque incomodava muita gente.
    Presidente da Comissão de Direitos da Pessoa Humana da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Marco Aurélio (PT) estava presente na reunião de junho e divulgou uma nota nesta semana lamentando o assassinato. "A morte do advogado Diego Bandeira precisa ser apurada e não pode ficar impune. Nós, da Comissão de Direitos Humanos, vamos levar a frente as denúncias que ele fez. Sua morte não pode ser em vão", disse Marco Aurélio. Amanhã, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo estarão em Caraguatatuba.
    A presidente da subseção da OAB em Caraguatatuba, Gislayne Macedo de Almeida, disse ontem que espera uma resposta. "Tudo deve ser muito bem apurado. Não tenho hipótese nenhuma sobre o que aconteceu, mas quero acompanhar a investigação, que cabe à polícia."
    Questionada sobre as denúncias feitas pelo advogado, bem como sobre sua morte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado afirmou que a Polícia Civil investiga o caso e que há dois suspeitos, ambos presidiários, sendo investigados como mandantes do crime. Segundo a SSP, mais detalhes não podem ser revelados para não atrapalhar as investigações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

    16.4.12

    Isso está ficando comum...

    Infelizmente. Do G1.


    14/04/2012 11h39 - Atualizado em 14/04/2012 11h39

    Homem invade Fórum e rasga documentos em Monte Aprazível, SP

    Invasão foi em sala de promotor, que não estava no local.
    Em depoimento à polícia, o homem disse que queria matar o promotor.

    Do G1 Rio Preto e Araçatuba
    Comente agora
    Um homem foi detido depois de invadir a sala de um promotor de Justiça, rasgar documentos e resistir a prisão em Monte Aprazível, nesta sexta-feira (13). Segundo informações da polícia, ele jogou objetos no chão e rasgou documentos oficiais.
    O promotor não estava no Fórum no momento da invasão. A polícia foi chamada. No momento da abordagem, ele ainda furtou um frasco de spray de pimenta do interior da viatura policial.
    Em depoimento à polícia, o homem disse que queria matar o promotor. Ele responde por um processo criminal e a invasão poderia ter sido motivada com o intuito de destruir provas. Ele foi ouvido e liberado, mas responderá por desacato, resistência à prisão, invasão e supressão de documentos públicos.