Showing posts with label bancos. Show all posts
Showing posts with label bancos. Show all posts

13.10.15

Eu tenho minhas suspeitas a respeito de qual banco é

Tem um banco aí que reduziu o número de páginas em petições de forma drástica. Aliás, como sobraram poucos bancos no mercado nacional, dá para dizer também que é um banco que investe pesadamente em tecnologia e propaganada.

Essa, para variar, peguei do blog do Fred, Interesse Público

"Síndrome de tutela" entope a Justiça

POR FREDERICO VASCONCELOS
11/10/15  19:23
 
Ouvir o texto

José Renato Nalini revela como orientou uma instituição financeira a reduzir o número de petições aos tribunais.

Nalini e síndrome de tutelaOs 100 milhões de processos no Judiciário sugerem, segundo o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, que a sociedade está doente: “No mínimo, ela sofre de infantilidade, de uma síndrome de tutela permanente”.
Em entrevista aos jornalistas Maurício Cardoso, Lilian Matsuura e Felipe Luchete, do “Consultor Jurídico“, Nalini sugere que a sociedade resolva sozinha os problemas cotidianos –crie uma cultura da pacificação– e dedique à Justiça apenas os pequenos casos ou, então, pague o crescimento da estrutura do Judiciário.
Entre os exemplos de medidas para melhorar o atendimento à população, o presidente do TJ-SP citou como atuou para conscientizar um grande banco a reduzir o número de processos:
Houve o caso de um banco que tinha 400 escritórios de advocacia pelo Brasil inteiro para representá-lo. Peguei uma petição, na época em que eu estava na Corregedoria, que tinha erros de português, coisas ininteligíveis. Tirei cópia e levei para o presidente do banco. Perguntei se ele achava que estava bem representado por um analfabeto, falei sobre o quanto ele perdia de dinheiro com uma defesa ruim. Depois disso, ele foi diminuindo o número de escritórios e hoje são apenas quatro. Ele colocou também uma equipe imensa de atendimento aos clientes.”

10.12.14

A Justiça Invisível

Artigo de Siro Darlan publicado hoje no Rio de Janeiro

Siro Darlan: A Justiça invisível
Para cada juiz que se envolve em desvios de conduta existem mais de cem que cumprem seus deveres funcionais
O DIA
Rio - A mídia tem destacado casos de juízes que supostamente não atuaram em conformidade com as regras de conduta republicanas. Num dos episódios, embora as provas levadas aos autos sejam diversas das noticiadas e os julgamentos tenham sido favoráveis ao magistrado, interessa que ele seja colocado no ‘pelourinho midiático’ porque teve a ousadia de desafiar e vencer o monopólio da comunicação social. Isso é o bastante para que o magistrado seja colocado no pelotão de fuzilamento. Todo e qualquer julgamento que tenha sido submetido é taxado de corporativismo, mas a condenação prévia e sem o devido processo legal de dois jovens ativistas que tiveram a infelicidade de tirar a vida de um desprotegido cinegrafista não é corporativismo.
Para cada juiz que se envolve em desvios de conduta existem mais de cem que cumprem seus deveres funcionais e não merecem nenhuma linha de reconhecimento dessa mídia comprometida com a desmoralização da única instituição republicana que ainda garante os direitos dos desvalidos. No Brasil há 100 milhões de processos sendo decididos diariamente por abnegados magistrados que se encarregam de equilibrar uma das mais injustas balanças sociais do planeta, mas o que vira notícia é a busca de um salário justo e o reconhecimento da função.
Os juízes dos juizados especiais cíveis do Rio decidem mensalmente mais de 50 mil demandas gratuitamente, rapidamente e de forma descomplicada em favor do menos favorecido, combatendo a avareza de empresários que sustentam com sua publicidade a mídia — e compram o seu silêncio.
Enquanto isso, exploram o trabalhador, vendendo produtos que não possuem e serviços que não prestam e superfaturando preços com usura real.
Um sem-número de serviços da Justiça está à disposição da população gratuitamente, bastando acessar www.tjrj.jus.br. Não se nega que, como seres humanos, nós, magistrados, temos problemas e defeitos como qualquer pessoa. Mas não é justo que a mídia se comprometa com interesses contrários à população, como aquele que sustenta a publicidade para manter os corruptos no poder, ou que troca verbas de publicidade pela omissão na necessária denúncia das empresas e serviços que mais demandam o Judiciário — que não tem como se dedicar às causas verdadeiramente relevantes, como a falta de políticas públicas e o desrespeito aos direitos da pessoa humana.
Siro Darlan é desembargador do TJ e coordenador da Associação Juízes para a Democracia

24.10.12

O mundo dá voltas

Do site Brasil24/7


25.10.11

Matou a família e foi ao cinema

A notícia abaixo lembra o título  do filme.


Quebraram o banco e ganharam bônus

Antes de a Caixa comprar 49% do Panamericano, banco aprovou distribuição de mais de R$ 10 milhões para os principais executivos

25 de outubro de 2011 | 3h 05
DAVID FRIEDLANDER, FAUSTO MACEDO - O Estado de S.Paulo
Dias antes da venda de 49% do Panamericano para a Caixa Econômica Federal, o banco aprovou um pagamento milionário de bônus e gratificações por bom desempenho aos executivos que quebraram a instituição. A combinação aparece em e-mails trocados entre os então diretores, que foram captados pela Polícia Federal (PF) nas investigações das fraudes contábeis de R$ 4,3 bilhões no banco que pertencia a Silvio Santos.
A Caixa comprou metade do Panamericano em dezembro de 2009. No dia 13 de novembro, Rafael Palladino, então presidente do banco, mandou uma mensagem a Luiz Sandoval, principal executivo do Grupo Silvio Santos, pedindo autorização para pagar bônus e gratificações por bom desempenho para os executivos da instituição.
No e-mail, Palladino afirmou que a Caixa tinha implicado com o valor dos salários e gratificações do Panamericano e isso estava atrasando o fechamento da venda. Para acelerar o processo, o ex-presidente recomendou que as gratificações fossem pagas antes que a Caixa comprasse parte do Panamericano.
"Refazer o critério de remuneração agora poderíamos ter problema de perda de executivos, principalmente se usarem como base a remuneração de funcionários públicos", escreveu Palladino. Sandoval aprovou o pagamento. E os executivos que Palaladino queria manter - além dele próprio - foram demitidos assim que o rombo bilionário veio a público, no ano passado.
Num outro e-mail, quatro dias depois, o diretor financeiro Wilson Roberto de Aro mandou a Palladino os cálculos de quanto os executivos deveriam receber. Entre saldo de gratificação de anos anteriores e os bônus até novembro de 2009, seriam R$ 15,3 milhões. Os sete principais executivos do Panamericano ficaram com cerca de R$ 10 milhões. Palladino embolsaria R$ 3,4 milhões e Aro, R$ 2,5 milhões.
Como era costume no Panamericano, os benefícios dos executivos não eram pagos pelo banco. Eles emitiam notas fiscais de empresas que possuíam, como se tivessem prestado serviços à instituição.
Prêmio. Os e-mails em poder da PF registram momentos curiosos. De acordo com as investigações do Banco Central, as fraudes no Panamericano começaram em 2007, para esconder que a instituição estava em má situação financeira.
Em abril de 2008, Aro escreveu para Sandoval pedindo aprovação para distribuir R$ 2,5 milhões entre os principais executivos do banco com mais de dez anos no grupo.
"Tal solicitação visa premiar aqueles que participaram no excelente desempenho alcançado no exercício e motivá-los para busca de maiores resultados para 2008... e incluímos também o senhor, que faz parte deste resultado", escreveu Aro a Sandoval. O pagamento foi aprovado.
A advogada de Palladino, Elizabeth Queijo, disse que não vai se manifestar até que ele preste depoimento. A assessoria de Aro não conseguiu encontrá-lo. Alberto Zacharias Toron, advogado de Sandoval, respondeu que "em respeito ao rigor das investigações, Sandoval vai responder primeiro ao delegado federal que preside o inquérito".