| Atualizado em 18/12/2012 Jorge Lapas é diplomado prefeito de Osasco para o mandato 2013-2016 |
Lapas destacou que o apoio do prefeito Emidio, da militância petista, dos outros 19 partidos da coligação e de sua família, foram fundamentais para a vitória |
Leonardo Abrantes
(política@webdiario.com.br) A Justiça Eleitoral de Osasco diplomou nessa segunda-feira, dia 17, os vencedores do último processo eleitoral, ocorrido em 7 de outubro. Na cerimônia, comandada pelo juiz eleitoral de Osasco, Samuel Karazin, Jorge Lapas (PT) recebeu seu diploma de prefeito do município. Valmir Prascidelli (PT) vice-prefeito, os 21 vereadores, e os primeiros vereadores suplentes de cada coligação também foram diplomados. O primeiro a discursar foi o atual prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), que parabenizou o juiz eleitoral da cidade por ter “preservado a normalidade democrática” da eleição que culminou com a vitória de Jorge Lapas. Emidio também lembrou o momento vivido pela cidade durante sua gestão, que saltou de 25º para 12º PIB do Brasil, dizendo esperar que Lapas consiga levar a cidade ainda mais longe. Depois de Emidio, foi a vez de Jorge Lapas discursar. Emocionado, o novo prefeito da cidade fez questão de frisar que “há dez anos não imaginava ser prefeito” e que o destino o fez seguir caminhos que ele não esperava. “Esse não era nem um sonho remoto”, disse. Lapas lembrou ainda dos laços que mantém com a cidade, já que é filho de Antonio Lapas, um dos emancipadores da cidade. “É com imensa alegria e emoção que, nesta tarde, recebo esse diploma de prefeito do município de Osasco, cidade em que nasci, cresci, constitui família, e vi ser emancipada por causa da luta de homens corajosos, entre eles meu pai”, lembrou. Lapas ressaltou também os avanços do governo Emidio e lembrou das promessas e projetos que apresentou durante a campanha. E finalizou seu discurso agradecendo o apoio de sua família durante a eleição e a Emidio, a quem classificou como um “irmão”. “Encerro assumindo o compromisso de ser abnegado e intransigente na defesa dos interesses da nossa cidade e de trabalhar incansavelmente pelo bem de Osasco e de todos os osasquenses indistintamente”, finalizou, sendo aplaudido de pé. O evento foi finalizado com as palavras de Karazin. O juiz eleitoral afirmou que, para lembrar a seriedade da cerimônia e a importância do momento, reproduziria, em seu discurso, as palavras proferidas por Hirant Sanazar, primeiro prefeito de Osasco, quando da sua posse, há 50 anos. “Não sou daqueles que se deixam embriagar pelas honras do cargo. Antes, só me preocupo com a melhor maneira de servir a esta gente generosa, que vive sofridamente a procura de melhores dias. Em vez de jactâncias ou vaidades, o meu espírito sente o drama das responsabilidades da investidura, das obrigações assumidas para com o povo, de quem sou um instrumento e a quem somente devo prestar contas”, disse. Discurso Emidio de Souza (prefeito de Osasco – PT) Uma palavra breve, apenas para dizer o quanto faz bem para a cidade e para o país a normalidade democrática. O quanto faz bem para o país e para a cidade quando as instituições funcionam de maneira normal. Queria fazer esse tributo especialmente à Justiça Eleitoral, na pessoa do doutor Samuel Karazin, que soube conduzir com tranquilidade um momento que é normalmente e sabidamente turbulento, não se afastando nenhum minuto dos distintos marcos da legalidade, para proclamar eleitos aqueles que o povo de Osasco confiou e que se comportou seguindo os ditames legais. Dito isso quero dizer que estou duplamente satisfeito porque vejo que essa nova geração que vem surgindo e a cada nova geração ela acaba renovando, por assim dizer, não apenas parte da Câmara Municipal, mas também de quando em quando, a própria chefia do executivo o que é por demais importante e fico contente e desejo ao Jorge Lapas e ao Valmir Prascidelli, prefeito e vice-prefeito pelo período dos próximos quatros anos, um período auspicioso, um período de novas e consolidadas conquistas para a nossa cidade que já vive um momento de grande importância. Para encerrar quero dizer Lapas, que Osasco saltou nos últimos anos da 25ª posição do PIB para a 12ª, posição confirmada na última sexta-feira pelo IBGE como a 12ª economia entre os quase 6 mil municípios do país, portanto, você não é prefeito de qualquer cidade, é prefeito de uma cidade que vai dar orgulho não só para a sua gente, mas para o país como um todo. Fico duplamente satisfeito porque ainda na semana passada um novo índice, talvez mais importante que o crescimento econômico é o índice publicado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, a FIRJAN que mede a qualidade de vida dos municípios brasileiros levando em consideração o acesso a saúde, o acesso a educação e o acesso ao emprego. Osasco que ocupava até então a 101ª posição pulou para a 50ª posição subindo 51 posições de um ano para o outro. Isso significa que a prosseguir nesse trilho de caminho, de inclusão social, nesse caminho democrático que sabe ouvir a sociedade certamente Osasco nos próximos anos ainda dará muito orgulho a todos nós. Nas suas mãos estará essa responsabilidade e eu confio plenamente. Você que foi coordenador do projeto “Osasco 50 anos”, uma inovação nos últimos oito anos, você que caminhou pelas ruas ainda empoeiradas de Osasco, onde você nasceu, você que é filho de emancipador, sabe da exata responsabilidade que repousa sobre seus ombros, mas você como homem de palavra que é, pelo programa de governo inovador que apresentou e com o apoio de sua família e daqueles que o sustentaram durante a eleição saberá vencer os desafios e eu, mesmo não sendo prefeito, estarei entre aqueles que como cidadão comum estarei torcendo por você. O dia que eu não for mais prefeito, eu cidadão de Osasco e amante dessa cidade, jamais vou deixar de ser. Discurso de Samuel Karazin (Juiz Eleitoral de Osasco) Andei pesquisando um pouco, não pretendo fazer um discurso, mas acho bastante interessante deixar uma palavra aos eleitos. “Não sou daqueles que se deixam embriagar pelas honras do cargo. Antes, só me preocupo com a maneira de melhor servir a esta gente generosa, que vive sofridamente a procura de melhores dias. Em vez de jactâncias ou vaidades, o meu espírito sente drama das responsabilidades da investidura, das obrigações assumidas para com o povo, de quem sou um instrumento e a quem somente devo prestar contas”. Isso foi dito pelo primeiro prefeito de Osasco, Hirant Sanazar, no dia 19 de fevereiro de 1962, em seu discurso de posse. Faz 50 anos que essas palavras foram proferidas e acho bastante pertinente que cada um daqueles que hoje sentem a alegria do cargo que assumem, também sintam a responsabilidade que lhes pesam. Esse é um momento de festa, um momento de alegria, mas a gente sempre tem que lembrar a verdadeira razão de estarmos aqui. Jorge Lapas (prefeito eleito de Osasco) Sem dúvida alguma, hoje é um dia muito especial para mim, para minha família, para o prefeito Emidio e para todos aqueles e aquelas que ousaram sonhar um sonho que parecia impossível. É com imensa alegria e emoção que, nesta tarde, recebo das mãos do Dr. Samuel Karasin, Juiz Eleitoral, esse diploma de prefeito do município de Osasco, cidade em que nasci, cresci, constituí família, e vi ser emancipada, por causa da luta de homens corajosos, dentre eles, meu pai Antonio Lapas, presente a essa solenidade. Tenho que confessar que há 10 anos, ser prefeito de Osasco, ou mesmo disputar a eleição para qualquer cargo, não fazia parte dos meus planos e nem era um sonho remoto. Pois, antes de ser convidado pelo prefeito Emidio de Souza para ser seu Secretário de Obras, a minha vida estava seguindo outro caminho. A dedicação à minha família, à profissão, à engenharia, e a minha contribuição como servidor público da capital paulista eram o meu foco principal. Tudo mudou. E daquele dia em diante os meus esforços, dedicação e empenho passaram a ser um só: dar o melhor de mim para Osasco. E tenho certeza que pude fazer muito por essa cidade nos últimos oito anos. Condutor do modo petista de governar, o prefeito Emidio de Souza deixa um legado que marca a história da nossa cidade: Osasco antes e depois da gestão de Emidio de Souza, legado este, sedimentado na inclusão social, na participação popular e no desenvolvimento econômico. Responsabilidades passadas a mim nesse momento. Como prefeito, tenho a missão de dar continuidade às políticas públicas que tiraram a cidade do atraso e do ostracismo e a conduziram ao patamar de 4ª maior do estado de São Paulo e 12ª do país. Mas, é preciso mais. Aperfeiçoar a máquina e inovar nas políticas públicas é essencial para que Osasco continue aspirando alcançar os principais índices de desenvolvimento social e econômico existentes. É importante ressaltar que ao longo desse período em que fui Secretário de Obras, primeiro, e, depois, Secretário de Governo, acompanhei de perto os programas que ainda aflingem os cidadãos osasquenses. Para solucioná-los vamos trocar as repartições, os serviços públicos, os programas e projetos sociais cada vez mais eficientes e humanizados, além de buscar recursos nas esferas estadual e federal para garantir prestação de serviço de qualidade a toda a população, principalmente aquela que mais necessita da mão e do amparo do poder público. A zeladoria da cidade, construir um Centro de tratamento de Câncer, diminuir o tempo de espera para marcar consultas, implantar o bilhete integrado (ônibus-trem-metrô), aumentar o tempo de permanência das crianças na escola e do número de vagas em creches, além de enfrentar o problema do trânsito e construir novas entradas para a cidade são alguns dos desafios que nos propusemos, eu e minha equipe, enfrentar com transparência, determinação e empenho. Antes de encerrar esse meu pronunciamento preciso fazer alguns agradecimentos: A Deus, primeiramente, porque sem ele em minha vida nada disso seria possível nem teria acontecido. Agradeço a minha família. Meus pais, sogros e principalmente, minha esposa Sandra e minha filha Debora que, além de participarem ativamente da minha campanha, me incentivaram o tempo todo e suportaram heroicamente as agruras dos períodos conturbados. Agradeço ao Prefeito Emidio, meu companheiro e irmão que acreditou em mim desde o primeiro dia do seu mandato e que me confiou a missão nada fácil de sucedê-lo. Agradeço à militância do meu partido, o PT, e de todos os outros 19 partidos que compuseram a coligação, por não vacilarem, em nenhum momento, e enfrentarem a batalha eleitoral como verdadeiros guerreiros. Por fim, e não menos importante, agradeço a população de Osasco que acreditou em nossas propostas e depositou sua confiança na minha pessoa como representante, não de si próprio, mas de um projeto muito maior que os interesses pessoais ou de grupos. Encerro assumindo o compromisso de ser abnegado e intrasingente na defesa dos interesses da nossa cidade e de trabalhar incansavelmente pelo bem de Osasco e de todos os osasquenses indistintamente. |
Este é um blog destinado a divulgar, de maneira informal, notícias da 1a. Vara da Fazenda Pública de Osasco, herdeira do Anexo Fiscal 1 da Comarca. Também serve para receber sugestões de melhoria dos trabalhos.
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18.12.12
A diplomação dos eleitos ontem
Do Jornal Diário da Região
16.10.12
O problema da eleição em Osasco
Do jornal Diário da Região
| Atualizado em 16/10/2012 Celso Giglio pede a anulação das eleições municipais em Osasco |
O candidato a prefeito entrou com a solictação junto à Justiça Eleitoral e decisão deve sair até quarta-feira, às 19 horas |
Da redação
(política@webdiario.com.br) O deputado estadual e candidato a prefeito Celso Giglio (PSDB) entrou com pedido de anulação das eleições de 7 de outubro em Osasco. O pedido foi protocolado ontem, junto à Justiça Eleitoral da Comarca. Segundo informações do Cartório Eleitoral, zona mãe, o juiz Samuel Karazin deve analisar o pedido até as 19 horas desta quarta-feira. Paralelo ao pedido, corre na Internet e no Calçadão uma Petição Pública com a mesma solicitação, a de uma nova eleição. O documento será endereçado à Justiça Eleitoral de São Paulo e ao Ministério Público e traz em seu texto os argumentos de que o processo eleitoral em Osasco foi conturbado com a renúncia de João Paulo Cunha (PT), a nomeação de Jorge Lapas em seu lugar e a desinformação sobre a real situação de Celso Giglio (PSDB), que concorreu sub judice. A petição alega que os 149.579 votos do candidato do PSDB provam que a maioria não escolheu Jorge Lapas como o legítimo prefeito da cidade. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Celso Giglio ficou em primeiro lugar e Lapas em segundo com 138.435 votos. Como Giglio teve sua candidatura impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e TSE por se enquadrar na Lei Ficha Limpa, os votos dados a ele foram considerados nulos. Portanto somaram-se apenas os votos dados aos demais candidatos – Jorge Lapas; Osvaldo Vergínio; Délbio Teruel; Alexandre Castilho e Pastor Reinaldo. Nessa somatória, Lapas venceu as eleições no 1º turno, com mais de 51% dos votos válidos. O que Giglio e a petição querem é anular as eleições para que o PSDB possa concorrer com outro candidato. Giglio não está apto, outro nome deve ser indicado pelo partido. A decisão cabe ao juiz eleitoral. O mesmo que deverá definir, possivelmente nesta semana, se homologa o resultado das urnas e coloca de vez uma pedra nas eleições municipais de Osasco. Lapas seria o prefeito eleito. INTEGRA DA PETIÇÃO PÚBLICA “Pela primeira vez na história de nossa cidade, tivemos uma campanha eleitoral marcada por diversos escândalos, que incluíram a desistência do candidato João Paulo Cunha, do PT, do pleito eleitoral depois de ter sido considerado culpado no julgamento do Mensalão. Cunha foi substituído por seu vice, Jorge Lapas, a menos de um mês das eleições. A menos de 15 dias da eleição, outro candidato, Celso Giglio, do PSDB, teve sua candidatura impugnada pelo TRE, mas continuou normalmente a sua campanha depois de entrar com um recurso no TSE, cuja decisão final só se deu hoje, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 – ou seja, 4 dias depois da realização das eleições municipais. Com esse tanto de modificações e de escândalos acontecendo às vésperas do pleito, faltou informação e esclarecimento ao povo osasquense sobre quais seriam as consequências de se votar em um candidato que concorria sub júdice. O artigo 16A da Lei Eleitoral prevê que “O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior”. Entendemos que isso é previsto em lei, mas o fato de o TSE só ter se pronunciado depois da realização das eleições feriu o processo democrático do voto. Isso porque, como consequência, Celso Giglio obteve 149. 579 votos (11 mil votos a mais do que o segundo colocado, Jorge Lapas, do PT, que obteve 138.435 votos ), mas, devido à decisão de hoje do TSE, embora ainda caiba recurso no STF, os votos do candidato do PSDB serão anulados e não haverá segundo turno em nossa cidade”. A petição prossegue afirmando que “apenas 51,29% do total de votos foram validados. Se somarmos os votos obtidos pelos outros candidatos no pleito aos votos do candidato do PSDB, veremos que a maioria absoluta dos cidadãos osasquenses que compareceram às urnas - 404.788 votos – não escolheram Jorge Lapas como o legítimo prefeito da cidade. O parágrafo 4 do artigo 175 do Código Eleitoral prevê que no caso de um candidato ter o registro indeferido e concorrer sub júdice a eleição, a validade dos votos para a legenda deve ser mantida, pois, ao digitar o número do candidato, o eleitor faz presente a circunstância dos dois algarismos iniciais do Partido que endossa a candidatura. Com base nisto, solicitamos a realização do segundo turno das eleições ou de nova eleição à prefeitura, pois o candidato do PSDB teve o registro indeferido somente depois do pleito eleitoral e da contagem dos votos. Somos a maioria dos cidadãos osasquenses e moramos em um país cuja democracia está prevista em Constituição. A nossa cidade tem o direito de eleger um prefeito de forma democrática. Não queremos um prefeito eleito pela minoria! Face ao exposto, os signatários requerem as devidas providências por parte da Justiça Eleitoral”. |
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