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4.2.13

Osasco também está indo atrás de quem está irregular

Do Diario da Região

Atualizado em 31/01/2013
Em Osasco “Pente fino” com vistorias e fiscalização quer pegar até igrejas irregulares

Começou ontem uma mega operação para flagrar donos de estabelecimentos fora das normais e leis 
Da redação
(policia@webdiario.com.br)

O prefeito Jorge Lapas se reuniu, em seu gabinete, na tarde desta quarta-feira, 30, com técnicos da prefeitura para definir um plano de ação e estratégias de vistorias e fiscalização a estabelecimentos comerciais de Osasco.

A ação começou ontem mesmo e irá verificar a validade e a regularização do alvará de funcionamento dos estabelecimentos; averiguar se existem desvios de função e finalidade das atividades propostas pelos donos dos estabelecimentos à prefeitura, bem como constatar a existência de alguma outra irregularidade que coloque em risco a segurança dos frequentadores. Um grupo de técnicos promoverá reuniões permanentes com donos de bares, restaurantes, casas noturnas e de shows, além de igrejas.

O secretário de Segurança e Controle Urbano, André Santiago, reforçou a importância de verificar o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), um documento emitido pelo órgão certificando que, durante a vistoria, a edificação possui as condições de segurança em casos de incêndio.

Segundo o Chefe de Gabinete, Waldyr Ribeiro Filho, o objetivo é atentar para o assunto. “Temos que fiscalizá-los porque sabemos que a responsabilidade, em algum momento, recai sobre a administração pública e a prefeitura por omissão de fiscalização pode responder criminalmente. Não seremos negligentes e atuaremos preventivamente contra o problema”.

Waldyr também ressaltou que a fiscalização ajudará a verificar se após a emissão do alvará o dono do estabelecimento não mudou o espaço físico da casa, como tamanho de porta, isolação acústica e partes estruturais, sem comunicar a Prefeitura.”Queremos que o proprietário do estabelecimento regularize seu negócio”, disse.     

 O prefeito Jorge Lapas salientou que os estabelecimentos que não tiverem alvará de funcionamento serão automaticamente lacrados. “Quero destacar que nossa postura não é do embate nem da truculência, mas precisamos fazer valer nossa autoridade e o comprometimento da administração pública com a segurança das pessoas”, comentou. 

 A ação deverá acontecer em parceria com o Grupamento de Bombeiros de Osasco, que ajudará na fiscalização. Os trabalhos devem envolver também a GCM (Guarda Civil Municipal) e, quando necessário, a Polícia Militar. A estimativa é de que cerca de 200 pessoas estejam mobilizadas para atuar nesta frente.

Foram discutidos também os dispositivos legais de mudanças das leis complementares que regularizam o funcionamento dos estabelecimentos comerciais, desburocratização da abertura de empresas e expedição de alvarás provisórios. 

27.1.13

Santa Maria, por Carpinejar

Do blog do Noblat.


GERAL

Sta. Maria - A maior tragédia de nossas vidas

Por Fabrício Carpinejar. "Poeta, cronista e louco pela verdade a ponto de mentir"
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso0
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.