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27.6.14

Dificuldades das juízas

Do blog do Fred

Dificuldades que as juízas enfrentam

POR FREDERICO VASCONCELOS
27/06/14  09:47
Pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça revela que cerca de um terço das magistradas (29%) admite enfrentar mais dificuldades no exercício da magistratura que seus colegas homens.
De acordo com o Censo dos Magistrados, concluído pelo CNJ no final de 2013, dos cerca de 10,8 mil magistrados que responderam à pesquisa, apenas 36% são mulheres, embora representem 56% dos servidores.
Apesar de a maioria das magistradas consultadas (87%) considerar imparciais os concursos para a magistratura, uma vez superada a fase do ingresso à carreira, 14% delas relataram ter mais problemas nos processos de remoção e promoção em relação aos juízes; na Justiça Federal, o índice dobra (28%).
No exercício da função, parte das mulheres reconhece que o fato de serem do sexo feminino provocou reações negativas de jurisdicionados (25%) e de outros profissionais do Sistema de Justiça (30%).
Duas em cada três magistradas que opinaram consideram que a vida pessoal é mais afetada pela carreira que a dos colegas do sexo masculino. O percentual de juízes que têm filhos é ligeiramente maior (78%) que o das juízas (71%).
O objetivo do estudo foi identificar o perfil da magistratura brasileira. Dos 16.812 magistrados em atividade no país, 10.796 responderam ao questionário eletrônico proposto pelo CNJ, o que indica índice de resposta de 64%.

16.6.14

O censo do Judiciário

Do site do Valor (notícia aberta para interessados, desnecessária o uso de senha)

CNJ: Juízes negros são apenas 1,4% dos magistrados, aponta censo

Por Agência Brasil
BRASÍLIA  -  O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nesta segunda-feira o resultado do primeiro Censo do Poder Judiciário, feito de forma voluntária por servidores e magistrados de todo o país. Os dados apontam que o perfil da magistratura é de homens brancos (84,5%), com média de idade de 45  anos, casados e com filhos.
Conforme a pesquisa, 14% dos magistrados se declararam pardos; 1,4% negros, e apenas 0,1% se identificaram como indígenas.
O censo teve participação de 60% (170,7 mil) dos servidores do Judiciário e de 64% dos juízes (10,7 mil). Apesar de poucos juízes afrodescendentes na Justiça, em dois anos, o percentual de negros e pardos que ingressaram carreira cresceu de 15% para 19%.
A pesquisa também mostra que 64% dos juízes são homens e 36% são mulheres. A presença de magistradas é maior na Justiça do Trabalho (47%). Do total de juízas que responderam ao censo, 65% afirmaram que a vida pessoal é afetada pela carreira em relação aos colegas homens.
Pelo fato de ser mulher, 30% das juízas informaram que vivenciaram reações negativas.
O Censo Nacional do Poder Judiciário teve início em agosto do ano passado e foi elaborado para definir o perfil dos magistrados e de servidores. De acordo com o CNJ, o censo terá importância para a formulação de políticas de recursos humanos e públicas do Judiciário.


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